VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Campeonato Brasileiro

No reencontro de Diniz com torcida, Fluminense domina Internacional e vence sem dificuldade

Publicados

ESPORTES

Treinador, que agora é também interino da seleção brasileira, é vaiado antes da partida e aplaudido após o apito final. Tricolor é amplamente superior e volta a vencer pelo Brasileiro

Rio de Janeiro

Vencer o Internacional era fundamental a resposta dada pelo Fluminense teve a contundência de quem quer afastar de vez o ambiente de crise que ronda o clube. O placar foi de 2 a 0, pelo Brasileiro, com gols marcados por Cano e Martinelli, mas poderia ser muito mais elástico pelo resgate do bom futebol. Por 90 minutos, o torcedor tricolor esqueceu a fase ruim ou de Fernando Diniz indo para a seleção brasileira. Viu um domínio completo e aplaudiu como quem se mostra disposto a fazer as pazes.

Esse clima amistoso só veio após o jogo. Antes, a pressão sobre Fernando Diniz foi nítida. A arquibancada deu sinais claros de desapontamento ao vaiar o treinador quando apareceu no telão. Mas toda essa novela parece ter surtido em ânimo extra para o Fluminense. O ambiente dentro de campo era de mais raça do que o visto nos últimos jogos, sendo consistente na marcação e na intensidade.

O jogo tricolor também foi facilitado pela estranha estratégia do Internacional. O Fluminense sofreu recentemente contra times que congestionaram a saída de bola, mas Mano Menezes escalou os centroavantes Luiz Adriano e Enner Valencia juntos, que pouco combatiam e deixavam espaços aos montes. Prato cheio para um domínio absoluto.

Mesmo sentindo as ausências de Paulo Henrique Ganso e Jhon Arias, o Fluminense criava em profusão. Abriu o placar cedo com Germán Cano, que marcou seu 27º gol em 2023. Minutos depois, Martinelli ampliou. E poderia ter feito mais se tivesse mais capricho.

Mano desfez a dupla de centroavantes e o Inter tentou reagiu no segundo tempo, mas já era tarde demais. Alemão, de bicicleta, acertou a trave o único susto real do Colorado durante 90 minutos. Nada que impedisse a vitória do Fluminense.

Aplaudido após apito final, Diniz fala sobre pazes feitas com torcida do Fluminense: ‘Vou sempre fazer o melhor’

Fernando Diniz viveu um dia de emoções no Maracanã. Antes da vitória por 2 a 0 sobre o Internacional, neste domingo, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador foi vaiado quando apareceu no telão do Maracanã por ter aceito ser o novo técnico inteiro da seleção brasileira. Após o triunfo, foi até os torcedores e deixou o estádio ovacionado. A montanha russa de emoções comoveu o treinador, que se sentiu grato com o carinho recebido.

Leia Também:  São Paulo vence América-MG por 3 a 0 na estreia de Dorival

“Não ouvi as vaias porque estava no vestiário. Mas não fico chateado. Acredito que tomei a melhor decisão. Vou fazer o melhor sempre para o Fluminense e para a seleção” — afirmou Fernando Diniz.

“Sou grato para a torcida do Fluminense. A torcida me abraçou de uma maneira muito grande, desde 2019. Isso da seleção, queria que a torcida ficasse feliz junto comigo. Se ela não tivesse me acolhido como acolheu. A torcida tem sido uma grande aliada do time e minha. Nunca quis sair do Fluminense, queria continuar o projeto. A mim pessoalmente, a torcida consegue enxergar no meu trabalho coisas que nem a imprensa reconhece. Tenho muita gratidão por ela” — completou.

Sobre a partida contra o Internacional, Fernando Diniz parabenizou o Fluminense pelo desempenho, principalmente no primeiro tempo. Os gols foram marcados por Germán Cano e Martinelli, ainda na primeira etapa. Vencer sem levar gols também foi um ponto destacado pelo treinador.

“As críticas que a gente recebeu contra o São Paulo, foram insuficientes. O time mereceu todo tipo de críticas. Algumas apontam no lugar errado, é a crítica fácil, sobre sair jogando. Ouço isso há 14 anos. Ouvia isso no Votoraty e agora no Fluminense e na seleção brasileira. Hoje o time entrou muito agressivo, muito solidário. Precisa de muita vontade, disposição e inteligência para fazer isso. Isso faltou contra o São Paulo e a parte tática não corrige. Do contrário, sim. Quando somos solidários, podemos errar taticamente e corrigimos de outra forma” — afirmou.

Leia Também:  Fluminense desperdiça pênalti, Botafogo marca com Victor Sá e vence clássico no Maracanã

Confira outras respostas de Fernando Diniz:

Martinelli: “É uma alegria muito grande ver o Martinelli fazendo gol e ser aplaudido. Não é fácil jogar com estádio cheio e ver as pessoas vaiando. É um grande jogador e pessoa. Eu entendo perfeitamente o torcedor, tem todo o direito [de vaiar]. Quando eles têm um instinto maior de aplaudir, os resultados são melhores. O Felipe Melo era um alvo grande de críticas, Samuel Xavier da mesma forma, Caio Paulista… Por conta das inúmeras vaias que ele sofria, teve que ir para outro lugar. É um direito do torcedor e temos que trabalhar, fazer como o Martinelli fez, jogar bem e ser premiado com um gol”.

Ambiente: “Há 15 dias, falaram que o ambiente era ruim. Sustentem isso. Não sou um cara de mentir. O ambiente vai ficar bom só por que ganhou? O ambiente é tão bom, mas tão bom, que o Fluminense está passando dessa fase ruim. Se ganhar no próximo jogo, fica ruim de novo? Saiu muita coisa que não é verdade e isso fica alimentado o torcedor por desinformação. Isso é o que faz a gente perder muito jogador de futebol e treinadores”

Lelê: “Deu muita mobilidade ao time. No gol do Samuel [Cano], ele ajudou na área. Traz facão, é um jogador muito forte. Ele está se ambientando nesse futebol que a gente milita, de jogar em time grande, dar resultado o tempo todo. É um jogador importante”.

Suspensão de Keno: “Foi um equivoco da arbitragem. A reação do Keno foi a mais verdadeira possível. Para você ter ideia, ele estava chorando no vestiário por saber que ficou de fora do Fla-Flu”.

———————————————————————————————————————————————————

*Jornal Extra – Conteúdo – Marcello Neves / Foto: Marcelo Gonçalves – Fluminense FC / Foto (Diniz): Felipe Duest – Pera Photo Press – Ag O Globo

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

Trio capixaba conquista ouro na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica

Publicados

em

Atletas disputaram em Assunção, no Paraguai, com nota 22,500 na prova de três bolas e garantiram o primeiro lugar pela Seleção Brasileira

Por Isadora Favoreto Braga* | Vitória (ES)

As ginastas capixabas Agatha Cuel MonteiroSophia Louback e Luiza Traspadini conquistaram a medalha de ouro para o Brasil na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica 2026, disputada em Assunção, no Paraguai.

Representando a seleção brasileira na categoria trio adulto, elas somaram 22,500 pontos na série de três bolas e garantiram o primeiro lugar na competição nesta sexta-feira (3).

O Brasil terminou a disputa com vantagem sobre as demais seleções. O Chile ficou com a medalha de prata, ao alcançar 17,800 pontos, enquanto a Argentina conquistou o bronze com 16,950.

Classificação veio após seletiva nacional

As três atletas conquistaram a vaga na equipe brasileira após aprovação na seletiva promovida pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

As ginastas treinam pelo Instituto Capixaba Esportivo (Incesp) e também participam do programa Campeões de Futuro, desenvolvido pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), voltado à formação e ao alto rendimento esportivo.

Leia Também:  Botafogo vence o Flamengo com um jogador a menos e assume a ponta do Brasileiro

Preparação teve cerca de um mês

De acordo com a equipe, o trio realizou aproximadamente um mês de preparação conjunta antes da competição internacional.

O trabalho técnico é desenvolvido pelas treinadoras Gizela BatistaAngela Tardini Luisa Gimenes. Durante a Copa Sul-Americana, em Assunção, Luisa Gimenes acompanhou a delegação brasileira e esteve ao lado das atletas durante as apresentações.

—————————————————-

  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Assessoria
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA