Campeonato Brasileiro
Fluminense vence Corinthians e segue na caça ao líder no Brasileirão
Esportes / Futebol
Tricolor amplia invencibilidade como mandante para 21 jogos
Rio de Janeiro – RJ
O Fluminense mostrou mais uma vez a sua força dentro de casa. Com uma atuação dominante, o Tricolor venceu o Corinthians, o seu último algoz como mandante, por 3 a 1, nesta quarta-feira (1), no Maracanã, pela 9ª rodada do Brasileirão. John Kennedy, Hércules e Rodrigo Castillo marcaram o gol da vitória tricolor, que segue na caça ao líder Palmeiras, enquanto André descontou.

Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Com a vitória, o Fluminense chega a 19 pontos, assume a vice-liderança provisória e iguala a pontuação do líder Palmeiras, que joga nesta quinta-feira (2). Já o Corinthians, por sua vez, é o 11º colocado, com dez. O Tricolor volta a campo no próximo sábado (4), às 20h30 (de Brasília), contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 10ª rodada do Brasileirão.
No reencontro com o algoz da última derrota como mandante, o Fluminense não quis correr riscos e tomou a iniciativa. O Tricolor dominou as ações, teve mais volume e criou as melhores chances. A superioridade virou gol aos 18 minutos, quando Kevin Serna fez jogada individual em contra-ataque e serviu John Kennedy. O camisa 9 driblou o goleiro Kauê e estufou as redes no Maracanã.

Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC
Após abrir o placar, o Fluminense diminuiu o ritmo e recuou as linhas para explorar os espaços deixados pelo Corinthians. O Timão, por sua vez, tinha a posse de bola, mas não conseguia criar chances. Em certo momento, a partida ficou bastante truncada e com muitos erros. No apagar das luzes, o Tricolor conseguiu uma escapada em contra-ataque, Kevin Serna finalizou na trave e Hércules marcou no rebote.
Assim como no primeiro tempo, o Fluminense administrou o jogo na etapa final e tinha o relógio a seu favor. O Corinthians promoveu a estreia do meia-atacante inglês Lingard e indicou que tentaria reagir. Porém, o volante Allan agrediu Lucho Acosta e foi expulso aos dez minutos. O motivo, no entanto, foi o gesto obsceno feito pelo jogador durante a discussão com o meio-campista tricolor.
Com a vantagem numérica em campo e no placar, o Fluminense teve ainda mais facilidade para administrar o jogo. O Tricolor ainda teve chances de ampliar o resultado, mas Kauê salvou o Corinthians. O goleiro, que substituiu o convocado Hugo Souza, fez uma grande defesa em chute de Samuel Xavier e outro em finalização de Savarino.
Após a metade do segundo tempo, o Fluminense fez mudanças e ganhou mais fôlego. O domínio tricolor na etapa final foi premiado com gol aos 38 minutos. Depois de jogada individual, Soteldo cruzou e encontrou Rodrigo Castillo na área. O argentino fez o pivô, tabelou com Martinelli e chutou cruzado para fazer 3 a 0. Na reta final, o Corinthians diminuiu com André e teve uma chance com Lingard, mas já era tarde.
Outros Resultados do Brasileirão Série A
Coritiba 1 x 1 Vasco
Botafogo 3 x 2 Mirassol
Cruzeiro 3 x o Vitória
Internacional 1 x 1 São Paulo
Bahia 3 x 0 Athletico-PR
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- Informações de O Dia – Conteúdo
- Fotos Destaque: Crédito – Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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