Copa do Brasil
Com um a menos, Vasco vence o Athletico-PR nos pênaltis e vai à semifinal da Copa do Brasil
Esportes / Futebol
O Vasco está na semifinal da Copa do Brasil e, na próxima fase, enfrentará o vencedor do confronto entre Atlético-MG e São Paulo
Curitiba / PR
O Vasco conquistou uma classificação heroica para a semifinal da Copa do Brasil 2024. Mesmo com um homem a menos desde o fim do primeiro tempo, o Cruz-Maltino segurou o Athletico-PR e bateu o adversário por 5 a 4 nos pênaltis, na noite desta quarta-feira (11), na Ligga Arena, pelo jogo da volta da competição.

No tempo regulamentar, o Furacão chegou a abrir 2 a 0 de vantagem com gols de Cuello e Zapelli. Além disso, Rayan foi expulso por agressão, mas Vegetti descontou para o Gigante da Colina minutos depois, já nos acréscimos do primeiro tempo. O 2 a 1 permaneceu até o apito final e, como o Cruz-Maltino venceu pelo mesmo placar na ida, o confronto foi para as penalidades.
Na próxima fase, o Vasco enfrentará o vencedor do confronto entre Atlético-MG e São Paulo. As duas equipes medem forças nesta quinta-feira, a partir das 21h45, na Arena MRV. O Galo venceu o duelo de ida por 1 a 0.
Agora, a equipe de Rafael Paiva volta as atenções para o Brasileirão. O Vasco enfrentará o Flamengo no próximo domingo, às 18h30, no Maracanã. A partida é válida pela 26ª rodada do campeonato.
O jogo

O primeiro tempo foi agitado na Ligga Arena. O Athletico-PR teve um início melhor, atacando principalmente pelo lado esquerdo. Dessa forma, abriu o placar na marca dos 25 minutos. Esquivel avançou em direção à linha de fundo e fez o cruzamento. A bola passou por toda zaga cruz-maltina e se ofereceu para Cuello. O meio-campista dominou e finalizou forte, sem chances de defesa para para Léo Jardim.
O Furacão cresceu com o gol e ampliou a vantagem aos 33 minutos. Gabriel levantou bola na área para Cuello, que cabeceou para o meio. Zapelli aparece atrás da marcação e, também de cabeça, completou.
A partida parecia controlada estar sob o controle do Athletico, que tinha mais posse e não deixava o Vasco criar. O cenário ficou ainda pior para o Gigante da Colina quando Rayan, após revisão do árbitro no monitor do VAR, foi expulso aos 42 minutos por agredir Esquivel.
Apesar de todo cenário negativo, a força de Vegetti na bola aérea apareceu nos acréscimos, e o Cruz-Maltino voltou para o jogo. Aos 46 minutos, Lucas Piton foi acionado pelo lado esquerdo e levantou na área. O Pirata levou a melhor sobre a marcação e descontou para o Vasco.
Esta, aliás, foi apenas a segunda boa oportunidade do Gigante da Colina em todo o primeiro tempo. O primeiro lance de perigo veio num passe errado de Kaique Rocha dentro da área. Rayan, que ainda estava em campo, ficou com a bola e só não marcou pela grande defesa de Mycael. Payet chegou a ficar com o rebote, mas não aproveitou.
No retorno do intervalo, o Vasco viu o Athletico-PR impor um ritmo forte. Nesse cenário, Léo Jardim foi obrigado a fazer duas grandes defesas em poucos minutos.
Como o Cruz-Maltino tinha um homem a menos, o cenário do segundo tempo foi de um ataque contra defesa. Entretanto, o Furacão caiu de rendimento com o passar do tempo, e o Gigante da Colina conseguiu levar o confronto para os pênaltis.
Nas penalidades, Sforza, Puma, Victor Luis, Matheus Carvalho e Vegetti marcaram. Léo Jardim pegou uma cobrança, e o Vasco avançou.
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* Fonte: O Dia
* Fotos: Mateus Lima – Vasco / Geraldo Bubinak – AGB
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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