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Djavan fala sobre mudança de rotina após descoberta de distúrbio neurológico

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‘Dormir bem é uma das obrigações mais importantes que tenho’, diz o cantor de 74 anos

 Aos 74 anos, Djavan acaba de voltar de uma turnê em que se apresentou em sete cidades dos Estados Unidos e agora se prepara para uma maratona de três shows seguidos no Rio, na próxima semana, já com ingressos esgotados. Uma rotina de trabalho que o cantor e compositor tem conciliado com algumas mudanças de hábitos desde que foi diagnosticado com tremor essencial, distúrbio neurológico que costuma afetar os movimentos. Uma das causas pode ser a carência de sono.

“Hoje, dormir bem é uma das obrigações mais importantes que tenho na minha rotina. São no mínimo sete horas por noite. Acredito que, se você dorme bem, estabelece para o corpo uma organização que o leva a cumprir os compromissos com energia. Minha alimentação também é rigorosamente sem gordura, sem fritura e com orgânicos. Preciso de saúde para executar um trabalho tão exigente”, disse o cantor a em entrevista.

Depois dos shows que fez neste ano e em 2022, em especial em festivais como o Coala, em São Paulo, e o Rock in Rio, Djavan pôde perceber como nunca a diversidade do seu público. Sim, seus muitos sucessos embalam diferentes gerações:

“Os festivais aproximam o artista que tem uma carreira extensa como eu de um público mais jovem. Mas, na verdade, sempre tive isso. Minha música é diversificada, meu público sempre foi heterogêneo em todos os níveis, classes sociais, orientação religiosa e faixa etária. Vejo gente dos 12 aos 80 anos na plateia”.

Biografia de um dos maiores cantores e compositores da música brasileira

Quem nunca sofreu tentando tocar uma música dele que atire a primeira pedra! 

Djavan é conhecido por seu jeito único de cantar e de compor. Autor de músicas com letras poéticas e melodias complexas, ele afirma que fazer música é um trabalho duro, muito mais difícil do que parece.

Djavan Caetano Viana nasceu no dia 27 de janeiro de 1949, em Maceió, Alagoas. Ao longo de sua carreira musical já lançou mais de 20 álbuns e é dono de inúmeros sucessos, que mesmo depois de décadas continuam agradando pessoas de todas as idades.

Como compositor, já ganhou duas vezes o Grammy Latino de Melhor Canção em Língua Portuguesa, com as músicas Acelerou e Vidas Pra Contar. A técnica e o talento de Djavan são indiscutíveis, mas como será que ele chegou até aqui?

Preparamos uma biografia resumida com os principais marcos da carreira do cantor e relembramos seus maiores sucessos. Continue lendo e saiba mais sobre um dos maiores nomes da música brasileira!

Primeiros passos na música

A primeira música que Djavan ouviu não veio do rádio, nem de nenhum cantor profissional, mas da beira de um rio. Como assim? É que a mãe dele era lavadeira, e, antigamente, era bem comum que elas cantassem enquanto trabalhavam. A dona Virgínia era quem puxava o coro enquanto o filho ouvia atento. 🎶

Por volta dos 11 anos, Djavan começou a frequentar a casa de um amigo da escola e foi lá que ele conheceu a música clássica, ouviu artistas internacionais e diferentes ritmos brasileiros — tudo graças a um equipamento de som, que naquela época era raro.

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Djavan aprendeu a tocar violão sozinho — e vale lembrar que naquela época não existia YouTube, Cifra Club, nem nada parecido. Tudo o que ele tinha eram as cifras que vinham em revistas.

Aos 18 anos, formou o grupo musical LSD (Luz, Som e Dimensão), que tocava em vários bailes e eventos de Maceió. Foi mais ou menos nessa época que ele começou a compor. Infelizmente, os gravadores de fita K7 ainda não tinham se popularizado no Brasil, por isso, a maioria dessas composições ficaram esquecidas.

Mudança para o Rio de Janeiro

Aos 23 anos, já sabendo que Maceió era pequena demais para a carreira que ele queria construir, Djavan se mudou para o Rio de Janeiro. Durante algum tempo, ele se apresentou em boates famosas da cidade, como a Number One e a 706, até conhecer o produtor musical que o levou até a Globo.

Durante três anos, Djavan trabalhou gravando trilhas de novelas da emissora e aproveitava o tempo livre para compor. Olha só uma das músicas que ele gravou na época, composta por Dorival Caymmi e Jorge Amado para a novela Gabriela (1975):

Também em 1975, uma de suas composições rendeu o segundo lugar no Festival Abertura, competição musical realizada pela Globo. A música Fato Consumado chamou atenção do público e Djavan conseguiu seu primeiro contrato com uma gravadora.

Foi com a Som Livre que ele gravou seu álbum de estréia, A voz, o Violão, a Música de Djavan (1976), e logo de cara já lançou um dos maiores sucessos de toda a sua carreira, Flor de Lis, que ganhou até uma versão em inglês e levou o nome de Djavan para fora do país.

Regravações e a chegada definitiva do sucesso

Seu disco de estreia chamou muita atenção por ser algo diferente do que se fazia na época, com novas melodias, letras e a quebra de ritmo que é característica do cantor. Foi assim que ele saiu da Som Livre e conseguiu um investimento pesado de outra gravadora, a EMI Odeon, que contratou uma orquestra todinha para gravar o segundo álbum do artista, Djavan (1978).

Depois disso, Djavan se tornou um nome reconhecido e suas músicas começaram a ser regravadas por vários cantores. Álibi, por exemplo, faz parte do álbum Djavan e ficou muito conhecida na voz de Maria Bethânia. O disco seguinte, Alumbramento (1980), consagrou o cantor definitivamente como um membro da MPB.

Outra regravação famosa é a versão que Caetano Veloso fez de SinaNa música original, Djavan homenageia Caetano no verso como querer Caetanear o que há de bom. É claro que a homenagem foi devolvida, e Caetano gravou como querer Djavanear o que há de bom

Carreira internacional

Por causa da regravação de Flor de Lis em inglês, Djavan recebeu um convite da CBS, futura Sony Music, para gravar em Los Angeles com um dos principais produtores da música soul norte-americana.

Lá ele gravou os discos Luz (1983) e Lilás (1984), com vários de seus maiores sucessos, incluindo Sina, e fez sua primeira parceria com Stevie Wonder, na música SamuraiDaí em diante, Djavan gravou sempre versões de suas músicas e discos em inglês.

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Depois do período nos Estados Unidos, ele só voltou a gravar no Brasil em 1986 e chegou com uma pegada diferente: mantendo sua originalidade, agora ele buscava mais influência das regionalidades brasileiras, nas tradições ciganas e africanas, tanto nas letras quanto nos ritmos. Soweto é uma das músicas marcantes dessa fase.

Oceano

Também é dessa fase a música Oceanoe nós precisamos agradecer à filha mais velha do cantor por isso. Djavan tem o hábito de começar a compor uma música e ir gravando em partes. Quando não gosta do resultado, ele abandona aquela gravação e começa a trabalhar em algo novo.

Flávia ainda era adolescente quando encontrou uma fita perdida com uma gravação do pai. Ela ouviu, gostou, e Djavan terminou Oceano a pedido da filha. Ele nem imaginava que uma música que havia sido descartada se tornaria um de seus maiores sucessos.

Fase independente

O disco Novena (1994)  foi totalmente composto, produzido e arranjado por Djavan com sua própria banda. Os trabalhos dessa fase, na década de 90, tem influências fortes do jazz, soul, blues e funk norte-americano, com estilo mais dançante e animado.

Dez anos depois, em 2004, além de cantor e compositor, Djavan se tornou seu próprio empresário. Ele fundou a gravadora Luanda Records, onde fez todos seus álbuns futuros. De forma impressionante, o cantor consegue manter em seus trabalhos todas as influências que já foram citadas aqui, desde o blues até os ritmos africanos, sem se esquecer do bom e velho samba.

No disco Ária, de 2010, pela primeira vez Djavan se dedicou inteiramente a gravar canções de outros compositores. Só dois anos depois, em Rua Dos Amores, é que ele voltou com suas próprias composições. É desse álbum a música Vivetema da novela Salve Jorge. Depois de mais de 40 anos, sua voz continua fazendo sucesso nas trilhas das novelas.

Em 2015, Djavan foi homenageado pelo Grammy Latino com o Prêmio à Excelência Musical, por toda a sua trajetória de mais de 40 anos de sucesso. No mesmo ano, sua música Vidas Pra Contar rendeu o terceiro Grammy ao artista.

Vesúvio

O trabalho mais recente de Djavan é o álbum Vesúvio, lançado em 2018. Mantendo a tradição, as treze músicas do disco foram compostas, arranjadas e produzidas por ele, dessa vez com um toque um pouco mais voltado para a música pop, mas sem perder a essência de seu estilo.

Em Vesúvio o cantor une o romance, a temática da natureza e as críticas sociais que já acompanham seu trabalho há algum tempo. Aos 70 anos de idade, Djavan mantém intactas a energia, a qualidade vocal e a poesia de suas músicas.

A turnê de lançamento do disco começou em março de 2019 e tem datas confirmadas até novembro. Djavan já passou por várias cidades brasileiras e pelas capitais da Argentina e do Chile. Ele continua por aqui até outubro, quando segue com a turnê para a Europa.

 

  • Informações assessoria do cantor / Biografia: Camila Fernandes / Fotos: Divulgação

 

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“Chefão” da GloboNews deixa a emissora por causa do PowerPoint do Master

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Rio de Janeiro – RJ

A crise de credibilidade que abalou as estruturas da GloboNews recentemente acaba de cobrar o seu preço mais alto no andar de cima. Carlos Jardim, o “todo-poderoso” que chefiava a redação do canal de notícias há 13 anos, teve sua saída oficializada nesta sexta-feira (8). O estopim para a queda do executivo foi o vexame de contornos revoltantes protagonizado pelo programa Estúdio i, que levou ao ar um PowerPoint com informações grosseiramente erradas, ferindo os princípios básicos do jornalismo e colocando a emissora em uma posição indefensável. A peça era um claro ataque injustificado ao governo federal, ao presidente Lula e ao PT.

O anúncio foi feito por Ricardo Villela, diretor-geral de Jornalismo da Globo, por meio de um extenso comunicado interno. Embora o texto tente dar um tom de “ciclo encerrado”, o cronograma não deixa dúvidas: Jardim sinalizou seu desejo de sair em março, exatamente no auge da repercussão negativa do episódio que muitos profissionais da casa classificaram como uma “manobra vergonhosa” e um “atentado à apuração”.

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O PowerPoint polêmico

O episódio que selou o destino de Jardim ocorreu quando o canal exibiu uma série de gráficos e informações via PowerPoint que continham dados falsos e “erros de apuração” que viralizaram negativamente nas redes sociais. Neles, a emissora colocava o escândalo do Banco Master “na conta” do atual governo federal, do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, quando notoriamente o colossal caso de fraudes está totalmente atrelado à extrema direita bolsonarista e ao Centrão. Na ocasião, a GloboNews foi acusada de abandonar o rigor jornalístico para sustentar narrativas frágeis, o que gerou uma crise institucional sem precedentes.

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Como número dois na hierarquia da GloboNews, abaixo apenas do diretor-geral Miguel Athayde, Jardim era o responsável direto pelo que ia ao ar. A exposição de um conteúdo “totalmente falso”, como descreveram críticos e telespectadores, minou sua sustentação no cargo.

A “aposentadoria” e a sucessão

Com 41 anos de carreira e passagens por cargos de destaque desde 1997, incluindo a criação do programa Encontro com Fátima Bernardes, Carlos Jardim agora diz que vai trocar as notícias pelas artes. O jornalista pretende se dedicar ao teatro e ao cinema; ele já possui uma peça autoral em cartaz no Rio de Janeiro.

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Para o seu lugar, a Globo já definiu um nome da casa: Denise Lacerda assumirá o comando da Redação a partir de junho. Atualmente coordenadora do canal em Brasília, Denise tem um currículo sólido, com passagens pelo Jornal NacionalJornal Hoje Bom Dia Brasil. Sua missão imediata será dupla: reconstruir a credibilidade da GloboNews perante o público e, principalmente, pacificar uma Redação que clamava por mudanças há mais de uma década.


*Matéria reproduzida do Uol – conteúdo

*Foto destaque: Reprodução | Redes Sociais

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