Música / Memória
Astrud Gilberto uma bela voz que cantou e encantou o mundo da música
Entretenimento / Música
Astrud Gilberto, ícone da bossa nova, morreu aos 83 anos de idade no dia 5 de junho. A notícia foi divulgada por sua neta, a também cantora Sofia Gilberto, através das redes sociais. Ela escreveu: A vida é linda, como diz a música, mas venho trazer a triste notícia que minha avó virou estrela hoje e está ao lado do meu avô João Gilberto. Astrud foi a verdadeira garota que levou a bossa nova de Ipanema para o mundo. Foi a pioneira e a melhor. Aos 22 anos, deu voz à versão em inglês de “Garota de Ipanema” e ganhou fama internacional. A música, um hino da bossa nova, se consagrou como a segunda mais tocada em todo o mundo principalmente por sua causa. Amo e amarei Astrud eternamente e ela foi o rosto e a voz da bossa nova na maior parte do planeta. Astrud estará para sempre em nossos corações.

O jornalista Paulo Borges lembra de quando ela vinha ao Brasil. A Rua Paula Freitas, em Copacabana (Foto 1), ficava tomada pelos veículos de imprensa, pois “o seu pai, professor Fritz, alemão que me dava aulas de inglês, era nosso vizinho e morava nessa rua”. E completa: “Eu a conheci pessoalmente, tive esse privilégio”.
“Criança, eu não tinha noção da importância daquela cantora que trazia tanta gente para entrevistá-la. Depois, com o tempo fui reconhecer a sua contribuição para a divulgação da música brasileira nos Estados Unidos e no mundo”, disse o jornalista.

Nascida em Salvador, Bahia, filha de mãe brasileira e pai alemão, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família, em 1947, para morar em Copacabana. Seu pai era professor de idiomas e de literatura. Sua mãe tinha grande paixão pela música, cantava e tocava bandolim.
Astrud, sua história e talento
Sem a voz da jovem de 22 anos, ‘Garota de Ipanema’ não teria se tornado o fenômeno que se tornou – mas maus-tratos, misoginia e falta de compensação a desgastaram, “Garota de Ipanema” foi uma das canções seminais dos anos 1960. Vendeu mais de cinco milhões de cópias em todo o mundo, popularizou a bossa nova em todo o mundo e fez a Astrud, que tinha apenas 22 anos quando gravou a faixa em 18 de março de 1963, uma superestrela.
Astrud fez os vocais em inglês, incluindo o dueto de “Garota de Ipanema”, que se tornou o maior sucesso do álbum. “Getz/Gilberto” ganhou três prêmios Grammy, incluindo Álbum do Ano, a primeira vez que um álbum de jazz recebeu o prêmio.
“Garota de Ipanema” foi a primeira música que Astrud, com 22 anos na época, gravou, e lançou sua carreira quase por acaso. Em entrevistas posteriores, ela disse que estava no estúdio em Nova York, onde Getz e seu então marido estavam gravando, e ele sugeriu que ela cantasse a música, já que ele não cantava em inglês.

Mais tarde, ela se mudou para os Estados Unidos, onde fez turnê com Getz, cantando Bossa Nova e clássicos do jazz norte-americano.
O primeiro álbum solo dela foi “The Astrud Gilberto Album”, lançado em 1965 e com a participação de Tom Jobim, que compôs “Garota de Ipanema” com o poeta Vinícius de Moraes e tocou piano na versão original de Getz/Gilberto.
Ela gravou suas próprias composições nos anos 1970 em português, inglês, espanhol, italiano, francês, alemão e japonês.
Garota de Ipanema” é uma das músicas mais gravadas na história e foi interpretada por muitos cantores, desde Frank Sinatra e Nat King Cole a Madonna e Amy Winehouse.
Seus discos são difíceis de encontrar no Brasil, mas seus fãs encontravam alguns no Japão.

Astrud foi casada com João Gilberto de 1959 a 1964 (Foto2), e os dois tiveram um filho, o músico João Marcelo Gilberto, de 63 anos, pai de Sofia com a produtora cultural e roteirista Adriana Magalhães. Em 1965, João se casou com a cantora Miúcha, com quem teve Bebel Gilberto. Os dois ficaram casados até 1971.
Astrud morreu na segunda-feira (5) em sua casa na Filadélfia, nos Estados Unidos. A causa da sua morte não foi divulgada.
- Informações de reportagens e de conhecimento pessoal do jornalista / Fotos: Reprodução
Entretenimento / Música
Shakira arrebata multidão na Praia de Copacabana em show histórico
Apresentação reuniu, segundo a Riotur, 2 milhões de pessoas
Por Karilayn Areias e Letícia Pessôa* | Rio de Janeiro – RJ
Com diversas trocas de looks, hits de sucesso, participações especiais e muita tecnologia, Shakira levou o público ao delírio, na noite deste sábado (2), no megashow na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após subir ao palco com mais de uma hora de atraso. De acordo com a Riotur, a artista reuniu 2 milhões de pessoas.

Foto de Daniel Ramalho – AFP
O show estava previsto para começar às 21h45, mas teve início por volta das 23h05. Segundo a assessoria da artista, um problema pessoal motivou o atraso. O ponto de partida do espetáculo foi um show de drones agitou o público. Os equipamentos formaram o rosto de um lobo, os olhos e em seguida o rosto da cantora, além da frase “Te amo Brasil”. A colombiana é chamada de “loba” por causa do hit “She Wolf” (2009), no qual usa a figura da loba como metáfora de uma mulher livre, independente e dona de si.
Ela iniciou o show cantando “La Fuerte” e saudou a plateia em português com um “Boa noite, Rio”. Vestida com um look com as cores da bandeira do Brasil, chamou a atenção a troca de roupa para um vestido curtinho. A cantora realizou diversas trocas de roupa, sendo a última feita pelo estilista brasileiro Dario Mittmann. Em seguida, ela entoou os hits “Girl like me”, “Las de la intuición” e “Estoy aqui”.
“Eu não posso acreditar que estou aqui com vocês. E pensar que eu cheguei aqui com 18 anos, sonhando em cantar para vocês e me apaixonei por vocês. E, agora, olha isso. A vida é mágica, não?”, disse a artista.

Shakira durante megashow em Copacabana / Foto: Isabella Mendez – Brazil News
A partir de “Girl Like Me”, o show ganhou mais fôlego pop e Shakira dominou o palco com muita dança. Após a performance, o público reagiu de forma sutil com algumas vaias a Gerard Piqué, ex-marido da cantora e pai dos filhos dela, Milan, de 12 anos, e Sasha, de 11. Imagens dos meninos cantando apareceram no telão durante a faixa “Acróstico”. A colombiana já havia cantado com os herdeiros na passagem da turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” em Buenos Aires, Argentina, em dezembro de 2025.
Na sequência, sucessos como “La Bicicleta”, parceria com Carlos Vives, e “Hips Don’t Lie”, um dos maiores sucessos da carreira de Shakira, transformaram as areias da Princesinha do mar em uma pista de dança. Gravada com Maluma, a música “Chantaje” foi usada como transição para troca de roupa no camarim e preparando o retorno da artista com “Loca” e “Soltera”, reforçando a fase mais livre e desinibida da artista.

Foto: AFP
A influência brasileira tomou conta do palco com a participação de Anitta. Elas levaram o público ao delírio com “Choka Chocka”, que integra o novo álbum da Poderosa, intitulado “Equilibrium” e lançado em abril. Ao lado de Caetano Veloso, a colombiana fez uma revelação antes do dueto em “Leãozinho”. “Sempre canto para o meu filho Milan antes de dormir e por isso significa muito para mim”, disse ela.
Depois foi a vez de Maria Bethânia subir ao palco em Copacabana para interpretarem “O Que É, O Que É?”, de Gonzaguinha. O momento contou com integrantes da bateria da escola de samba Unidos da Tijuca. A presença de Ivete Sangalo na canção “País Tropical” encerrou as participações brasileiras no evento.

Foto: Letícia Pessôa / Agência O Dia
Na reta final, vieram hits como “Objection (Tango)” e “Whenever, Wherever”. O ponto alto ficou marcado por “Waka Waka”, canção tema da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, apresentada com um figurino amarelo vibrante e elementos visuais que exaltavam o Brasil como a bandeira no corpo da cantora e bailarinas vestidas de verde e azul.
O influenciador Raphael Vicente, que viralizou nas redes sociais com um vídeo da performance gravado nas ruas do Complexo da Maré, na Zona Norte, em 2022. Ao saber do registro, Shakira mandou um recado para o rapaz no “Domingão com Huck” e prometeu que ele performaria no palco de seu próximo show no país e agora cumpriu.

Shakira realiza megashow na Praia de Copacabana / Pablo Porciuncula – AFP
“She Wolf” manteve o ritmo acelerado antes do encerramento com “Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53/66”, faixa marcada por indiretas a Gerard Piqué e Clara Martí, atual namorada do ex-jogador e apontada como pivô do término do casamento deles. A última imagem da cantora no palco foi agitando a bandeira do Brasil.
Fãs de outros países
Fãs de toda a América Latina foram a Copacabana para prestigiar o show da colombiana. Com uma trajetória que atravessa anos acompanhando a cantora, a uruguaia Marcela Mora, de 31 anos, destacou o peso da apresentação no Brasil.

Foto: Isabella Mendez / Brazil News
“Vi a Shakira em 13 apresentações dessa turnê, essa noite foi meu décimo quarto show e segunda vez no Brasil — a primeira no Rio de Janeiro. A expectativa era muito grande, foi histórico e fiquei muito emocionada. O Brasil é um anfitrião muito bom. Celebramos com amigos, nossos irmãos argentinos, mexicanos, colombianos… foi uma verdadeira festa latino-americana, e o Brasil fez história”, contou.
Já Amanda Chaves, de 22 anos, ainda tentava processar a experiência ao deixar o evento. Para ela, a apresentação de Shakira foi marcante pela conexão criada com o público. “O show foi simplesmente incrível. A Shakira conseguiu se conectar de uma forma muito especial, seja pelas participações no palco ou pelo carinho ao falar no nosso idioma. Foi uma experiência inesquecível, daquelas difíceis até de colocar em palavras”, confessou.
A estudante de psicologia elegeu o dueto com Maria Bethânia na performance de “O Que É o Que É?”, sucesso de Gonzaguinha, como o ponto mais emocionante da noite. “A música parecia traduzir exatamente o que estávamos vivendo ali”, afirmou.
O professor Fernando Henrique, de 31 anos, não se arrependeu de ter saído de Bela Vista do Paraíso, no Paraná, para ver a colombiana de perto. “Foi o melhor show que eu já fui na minha vida e o maior da carreira dela. Foi incrível ver a energia, o entusiasmo, a dedicação e todos os preparativos. Fez a alegria dos fãs e, principalmente a minha. Deu o nome e merece até um cpf brasileiro”.
Isis Santiago, de 41 anos, que veio de Itabuna, Bahia, destacou a grandiosidade do espetáculo e o cuidado de Shakira em dialogar com o Brasil. “Chamou Caetano, Bethânia, Ivete, Anitta, a escola de samba, fez batuque de samba-reggae…mostrou toda a latinidade, falou com o país inteiro e com as mulheres”, destacou.
A professora escolheu a performance de “Pies Descalzos” como o momento de maior destaque do evento. “Eu lembrei da minha adolescência e quando comecei a ser fã da Shakira. Depois de hoje eu tenho mais convicção que eu sou fã da artista certa. É muito amor pelo Brasil e nós temos muito amor por ela também.”
‘Todo mundo no Rio’
O show integrou a terceira edição do projeto “Todo Mundo no Rio”, iniciativa da prefeitura de trazer artistas internacionais para apresentações gratuitas na cidade. O evento já teve nomes como Madonna e Lady Gaga em anos anteriores.

Multidão lota a Praia de Copacabana / Foto: AFP
Ao longo do dia, o público ocupou a orla para acompanhar a programação, que incluiu apresentações de DJs antes do show principal. O evento começou às 17h45, com a abertura do Vintage Culture. Às 19h, o DJ Maz esquentou o público que aguardava ansiosamente a chegada da colombiana. Após a performance de Shakira, Papatinho agitou a galera, tendo Melody como convidada.
A estrutura montada na praia contou com o maior palco já instalado no evento, com cerca de 2.500 m², passarela que avançava em direção ao público e painéis de LED de alta definição. Ao longo da orla, 16 torres de som e vídeo ampliaram o alcance do espetáculo.
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- Informações de O Dia
- Foto destaque: Crédito – AFP
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