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Depois da Tragédia a Gastança

Prefeitura de São Mateus começa a montar a estrutura para o carnaval, apesar do caos em que o município está mergulhado

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CIDADES

São Mateus /ES

 

O show de horrores continua no município de São Mateus. Como se não bastasse toda a tragédia causada pelas chuvas, principalmente no bairro de Guriri, em São Mateus, a Prefeitura já começou a montar a estrutura para o carnaval.

As ruas alagadas, moradores sem poder sair de suas casas, avenidas repletas de crateras, nada disso sensibiliza uma administração que tem trazido o atraso, a marginalidade e a total desesperança a sociedade mateense. São seis anos de descaso, desvio de recursos, prisão e soltura do prefeito e nada disso parece ter qualquer influência na hora de se promover ações que não resolvem os inúmeros problemas do município. E tudo isso com a omissão e conivência de lideranças políticas e instituições que deveriam coibir tais abusos.

Chega a ser contraditório a municipalidade elaborar projeto de lei, solicitando à Câmara de Vereadores autorização para contrair empréstimo de R$ 100 milhões com alegação da necessidade de investir em benefício da população e, no entanto, promover carnaval em Guriri, despejando recursos vultosos que só favorecem aos interesses do prefeito e de alguns aliados.

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Os moradores de Guriri e de São Mateus em geral, viveram momentos dramáticos com as fortes chuvas que abateram sobre o município, trazendo sofrimento aos ribeirinhos, com deslizamento de barreiras, enchentes de rodovias, interdição de vias e deixando ruas com grandes crateras que a Prefeitura ainda não providenciou as obras de recuperação.

A cidade está abandonada, muitas ruas dos bairros estão ainda com poças de água empossadas e bueiros entupidos, sem que o Saae conseguisse promover uma limpeza geral para melhor escoamento das águas e como prevenção de futuras intempéries.

O que deixa intrigado alguns moradores, é a omissão das entidades comunitárias de Guriri que, mesmo diante de tudo que viveu o balneário, não move qualquer ação junto a população daquele bairro cobrando as obras necessárias, em vez de torrar o dinheiro público com festas desnecessárias que favorecem a alguns comerciantes e ambulantes, mas que nada representam para a maioria que quem vive naquele bairro.

“Se a Câmara autorizasse o empréstimo de R$ 100 milhões, o carnaval iria durar o ano todo”, disse o morador Marcos Ubaldino, indignado com a insensibilidade da administração. “Queremos as obras que precisamos e não essas festas que só trazem a bandidagem para nosso bairro, prejudicando nosso sossego e quando acaba essas festas só nos resta o lixo e a imundice deixada pelos supostos turistas”, completou.

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A reportagem pediu a opinião de várias pessoas e lideranças sobre a conveniência de se investir recursos públicos no carnaval, diante de tantas demandas mais importantes e que afetam a vida do cidadão. Todos foram unânimes em condenar a gastança com o carnaval. “Quem quiser brincar o carnaval, que o promova com recursos da iniciativa privada”, disse um dos consultados.

A Prefeitura não se pronunciou ao ser procurada pela reportagem.

• Fotos: de leitores

 

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CIDADES

Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade

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Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES

A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.

Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.

O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.

Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.

“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.

Regras

As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.

O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.

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Uso da infraestrutura cicloviária

Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.

O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.

Circulação em calçadas e áreas de pedestres

A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.

Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.

Segurança e exigências legais

O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).

O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.

A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.

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Fiscalização e ações educativas

A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.

Nova política de mobilidade

O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.

“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.

Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.

“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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