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Reajustes Abusivos

Conta de água com valores estratosféricos revolta moradores de São Mateus

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CIDADES

São Mateus / ES

O teatro de horrores continua a afrontar os moradores de São Mateus, o que vem acontecendo há sete anos e meio, patrocinado pela atual gestão do prefeito Daniel Santana (Foto), com a conivência de seus vereadores da base de apoio na Câmara e de algumas lideranças políticas.

Desta vez é a conta de água, que teve um aumento “abusivo, injusto e sem qualquer justificativa”, como afirma o morador do bairro Centro, Maurício de Souza Lemos.

Essa indignação é geral porque o usuário dos serviços oferecidos pela autarquia municipal, o SAAE, que por decreto do prefeito, reajustou os índices de aumento muito acima da inflação e do bom senso. Os moradores dos bairros mais carentes da cidade vêm sendo os mais penalizados pelo tal “prefeito da periferia”. Existem casos em que contas que vinham com valores em torno de R$ 67,00 passaram para R$ 260,00. Muitos até conseguiram a redução desses valores ao procurar o SAAE. Mas, as contas continuam chegando com valores estratosféricos, como alguns casos relatados por moradores de Guriri. Casas que ficaram fechadas foram contempladas com contas de até R$ 800,00. Existem casos que atingiram o inimaginável R$ 4.000,00.

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Quando os usuários “vítimas” dessa situação telefonam para o SAAE solicitando a presença de um funcionário para uma vistoria em seus hidrômetros a autarquia tem como resposta que tudo será providenciado em 48 horas, o que não acontece. “As 48 horas do SAAE são semanas”, disse uma das “vítimas”.

Câmara tenta barrar o reajuste

A Câmara Municipal (foto) aprovou um decreto legislativo por unanimidade, do presidente Paulo Fundão (União Brasil), cancelando o decreto baixado pelo prefeito Daniel Santana (sem partido). Acontece que o chefe do Executivo entrou na justiça e conseguiu manter o seu decreto através de liminar. A Câmara de Vereadores aguarda uma decisão da justiça. A morosidade prejudica ainda mais os moradores, vítimas de um mandatário que se diz governar para os mais carentes e, no entanto, faz questão de manter os reajustes que aumentaram os valores das contas que estão chegando para os usuários dos serviços de água e abastecimento da cidade de São Mateus.

O Jornal do Norte até procurou saber junto a municipalidade o que motivou esse reajuste acima dos índices inflacionários e porque insistir em mantê-lo, diante de centenas de reclamações, mas não obteve resposta.

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A reportagem também tentou contato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), mas o telefone tocava, alguém atendia e desligava. O mesmo aconteceu com outros usuários dos serviços da autarquia que disse ao JN que, Talvez não tivesse condições de justificar o injustificável”.

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  • Da Redação / Com informações do Jornal do Norte 
  • Fotos: Reprodução / Arquivos JN – Pauta1 
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CIDADES

Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade

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Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES

A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.

Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.

O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.

Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.

“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.

Regras

As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.

O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.

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Uso da infraestrutura cicloviária

Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.

O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.

Circulação em calçadas e áreas de pedestres

A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.

Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.

Segurança e exigências legais

O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).

O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.

A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.

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Fiscalização e ações educativas

A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.

Nova política de mobilidade

O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.

“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.

Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.

“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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