Acidente Grave
Instrutor e turista morrem em queda de asa-delta no mar de São Conrado
GERAL
Acidente aconteceu próximo ao Campo de Pouso Phil Haegler
Por Rômulo Cunha* / Rio de Janeiro – RJ
Um homem e uma mulher morreram na queda de um asa-delta, na manhã deste sábado (21), no mar de São Conrado, na Zona Sul. O acidente aconteceu próximo ao Campo de Pouso Phil Haegler, área situada entre a Autoestrada Lagoa-Barra e a Praia do Pepino.
O resgate foi realizado por equipes do 2° e do 3° Grupamentos Marítimos (2° e 3º GMar), do quartel da Gávea (25° GBM) e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA). Os militares receberam apoio de motos aquáticas, aeronaves e ambulâncias da corporação.

As vítimas de queda com asa-delta no Rio de Janeiro / Foto: Reprodução – Redes Sociais
As vítimas receberam os primeiros socorros ainda na areia. Rodolfo Pascoal Ladeira, piloto e proprietário da asa-delta, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Já Jenny Colon Rodriguez, uma turista norte-americana, foi encaminhada em estado grave para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, ainda na Zona Sul. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a mulher chegou em estado gravíssimo e foi a óbito devido ao trauma. O corpo será levado para o Instituto Médico Legal (IML) do Centro.
A 15ª DP (Gávea) investiga o caso. De acordo com a Polícia Civil, uma perícia foi acionada para o local. As diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do acidente.
A corporação informou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela fiscalização das regras aplicáveis ao voo livre no espaço aéreo, será acionada.
“Foi um acidente. Quem deu causa à morte da passageira foi o piloto, que também faleceu. A gente já pediu perícia. As regras de atribuição no ar são todas de competência da Anac e da Confederação de Voo Livre. A Polícia Civil faz o papel dela, investiga se houve crime ou não. Foi um acidente e quem deu causa morreu. Agora, essa parte toda fica em função da Anac e da confederação para verificar se houve algum tipo de infração administrativa e se a asa estava em perfeitas condições”, explicou a delegada Daniela Terra.

Foto: Diário da Guanabara
O Clube São Conrado de Voo Livre (CSCVL) se pronunciou sobre o assunto e lamentou a morte das vítimas. Todas as atividades de voo ficarão suspensas por três dias.
“A perda de ambos nos abala profundamente. Os motivos do acidente estão sendo apurados e estamos aguardando o restante do resgate do equipamento para uma avaliação técnica minuciosa. O CSCVL já levantou toda a documentação necessária e está trabalhando para dar suporte às famílias. Que a memória de ambos seja um legado de inspiração, e que possamos encontrar forças para continuar voando, sonhando e vivendo, mesmo nos momentos mais difíceis. Eles vivem em nossos corações e nos inspirarão a voar mais alto”, diz o texto.
Casos semelhantes
Em novembro de 2025, o bicampeão brasileiro de asa-delta, Philip Haegler, morreu após cair durante um salto de parapente também em São Conrado. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer a vítima na altura da Avenida Prefeito Mendes de Morais. O piloto chegou a ser levado em estado grave para o Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.
Um vídeo registrou o acidente fatal. Nas imagens, é possível ver um asa-delta passando muito próximo ao parapente pilotado por Phil. Ele tenta desviar, perde o controle do equipamento e atinge um prédio de 11 andares, caindo até o hall do edifício.
Em homenagem ao piloto, a Prefeitura do Rio determinou que a pista de pouso situada entre a Autoestrada Lagoa-Barra e a Praia do Pepino, com 6.390 m², fosse renomeada como Campo de Pouso Phil Haegler.
Em 2012, a irmã do ator Fabrício Boliveira, que atuou em “Tropa de Elite 2” também morreu ao cair de parapente na Praia de São Conrado. Priscilla Boliveira estava acompanhada de um instrutor quando despencou de uma altura de cerca de 20 metros.
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- Jornal O Dia – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
GERAL
Incêndio atinge prédio de restaurante ‘Ilha do Caranguejo’ em Jardim Camburi
Fogo teria começado em uma fritadeira, na cozinha do restaurante
Vitória – ES
Aconteceu na manhã desta segunda-feira (1) um incêndio no prédio do restaurante Ilha do Caranguejo, em Jardim Camburi, Vitória. Imagens mostram uma densa fumaça saindo do telhado do estabelecimento.
De acordo com moradores ouvidos pela reportagem, o incêndio teria iniciado na cozinha do restaurante, “após a fritadeira queimar o fogo se espalhou até a parte elétrica e isso aumentou ainda mais as chamas”, disse um morador ao Pauta1.
A proprietária do restaurante, Lorena Motta, informou que o incêndio teve início no trabalho de preparação de alimentos. “Como nas segundas-feiras não abrimos para almoço, a equipe estava realizando um trabalho de preparação pra semana. Graças a Deus estávamos com poucos dos nossos colaboradores presentes, além de um cliente. Nas preparações da semana, uma das fritadeiras teve um problema e pegou fogo, e as chamas subiram para a tubulação. Logo a equipe do Corpo de Bombeiros chegou e o fogo foi contido, está tudo certo. Ninguém se machucou, e agora é se organizar para, em breve, estarmos abertos novamente”, explicou.
Ela destacou que não há condições de avaliar os prejuízos causados pelo incêndio. “Nem subimos para ver o estrago. Pelo o que a gente entendeu, o fogo atingiu mais a estrutura do telhado, não atingiu a área de clientes”.
O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência, mas não há um pronunciamento oficial sobre o ocorrido, que está sendo investigado para se chegar as causas do incêndio;
Em nota publicada nas redes sociais, a administração do Ilha do Caranguejo lamentou o ocorrido e informou a suspensão das atividades nesta segunda-feira (1).
“Hoje, 01º de junho, infelizmente, não poderemos abrir devido a um problema técnico identificado em nossa unidade de Vitória.
A boa notícia é que, graças a Deus, ninguém se feriu e todos estão bem. Nossa equipe já está trabalhando para solucionar a situação com toda a agilidade e segurança necessárias.
Pedimos desculpas pelos transtornos e agradecemos a compreensão, o carinho e a confiança de todos.
Agradecimento especial, ao incrível trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros que prontamente atendeu à ocorrência”.
Moradores tiveram que deixar apartamentos
Moradores de um prédio localizado atrás do estabelecimento relataram que tiveram que deixar seus apartamentos no momento do incêndio.
“Tivemos que descer para a rua porque a fumaça começou a invadir nossas casas. Achamos que fosse no prédio, mas vizinhos falaram que foi no Ilha do Caranguejo. Os apartamentos estão com um cheiro muito forte da fumaça, e a fumaça estava muito alta. Aí todo mundo decidiu descer, porque eles não estavam conseguindo controlar o fogo”, relatou Amanda Bernardino, moradora da região.
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- Da Redação / Com informações da mídia
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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