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Justiça Internacional

Ex-primeira-ministra de Bangladesh é condenada à morte por crimes contra a humanidade

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A Justiça de Bangladesh condenou nesta segunda-feira (17) a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina à morte, depois que ela foi declarada culpada de ordenar a repressão dos distúrbios que provocaram sua queda em 2024

A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à morte nesta segunda-feira (17/11) pelo Tribunal Internacional de Crimes de Daca, que a declarou culpada de ordenar a repressão aos protestos estudantis que antecederam sua queda, em 2024. Ao menos 1,4 mil pessoas morreram, a maioria civis, segundo estimativas de organismos internacionais ligados à ONU.

Hasina, 78 anos, foi julgada à revelia porque fugiu de helicóptero para a Índia em agosto do ano passado, após semanas de confrontos que paralisaram o país. O veredito, anunciado pelo juiz Golam Mortuza Mozumder, afirma que o tribunal identificou todos os elementos de crimes contra a humanidade, incluindo a ordem direta de ataques coordenados contra manifestantes, uso de força letal e operações com drones e helicópteros militares durante os distúrbios.

A sentença de 453 páginas também responsabiliza antigos aliados de governo e condena membros do antigo gabinete, entre eles o ex-ministro do Interior Asaduzzaman Khan. Hasina governou Bangladesh por 15 anos e foi uma das líderes mais influentes da história recente do país, mas desde o colapso de seu governo vive no exílio e afirma que todos os processos têm motivação política.

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Em comunicado divulgado por seus assessores à Agência France-Presse, ela afirmou que o julgamento é conduzido por “um tribunal manipulado, criado por um governo sem mandato democrático”, e classificou a decisão como uma tentativa de eliminar sua presença da vida pública.

A condenação ocorre a três meses das próximas eleições legislativas, e o clima de tensão nas ruas levou as forças de segurança a reforçar o patrulhamento em torno do tribunal e de pontos estratégicos de Daca. Organizações internacionais já haviam expressado preocupação com a condução dos julgamentos, sobretudo por terem ocorrido sem a presença da ex-primeira-ministra e em meio a denúncias de perseguição política desde que o governo provisório assumiu o poder após sua queda.

Apesar da sentença, especialistas consideram improvável que a Índia aceite extraditar Hasina no curto prazo, o que prolonga o impasse político em um país que tenta reorganizar suas instituições às vésperas da eleição.

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* Com informações da Agência France-Presse*

* Foto/Destaque: Crédito – Indranil Mukherjee / AFP

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Irã volta a fechar Estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio de portos

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Comunicado militar diz que a situação voltou “ao estado anterior e a passagem estratégica fica agora sob o controle rigoroso” do Irã

Por Aline Gouveia* / Brasília – DF

O Irã anunciou, neste sábado (18/4), que voltou a fechar o Estreito de Ormuz. O anúncio ocorre poucas horas após a reabertura da via, e é uma resposta à decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio aos portos iranianos.

A República Islâmica havia “aceitado de boa-fé autorizar a passagem de um número limitado de petroleiros e navios comerciais” pelo estreito, mas os americanos “continuam com  atos de pirataria amparados no chamado bloqueio”, denunciou, neste sábado, o comando central das Forças Armadas iranianas.

O comunicado militar também diz que a situação voltou “ao estado anterior e a passagem estratégica fica agora sob o controle rigoroso” do Irã.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, desde o início do bloqueio, 23 navios cumpriram as ordens das forças norte-americanas para dar meia-volta. “As forças americanas estão impondo um bloqueio marítimo contra navios que entram ou saem dos portos e áreas costeiras iranianos”, disse o órgão.

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  • Correio Braziliense / Com informações da AFP
  • Foto Destaque: Crédito – Giuseppe Cacace / AFP

 

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