Pescadores Resgatados
Após 5 dias à deriva, pescadores são resgatados no litoral Norte do ES
GERAL
Três pescadores de Marataízes passaram noites sem comunicação após falha mecânica no barco; vídeo gravado por navio ucraniano ajudou a mobilizar buscas
Por Kayra Miranda*
Após cinco dias à deriva, três pescadores de Marataízes foram finalmente resgatados na madrugada deste domingo (16).
O grupo, formado pelos irmãos Luiz Carlos Matos da Silva, de 43 anos, e Jander Matos da Silva, de 38, além do mestre de pesca conhecido como Riva, havia saído para pescar no dia 30 de outubro em uma embarcação pequena, mas não retornou no prazo esperado.
A família conta que o grupo já é acostumado a viagens longas pelo mar, mas sempre retornava em dois ou três dias. Desta vez, o silêncio prolongado acendeu o alerta. Sem notícias e sem contato por rádio, parentes e amigos iniciaram buscas informais e cobraram explicações do dono da embarcação.
Preocupação crescente e busca improvisada
Segundo a prima dos pescadores, Ingrid Rossi, os primeiros sinais de preocupação surgiram ainda no terceiro dia de ausência.
A família já estava preocupada, já tinha avisado para o dono da embarcação que eles não tinham dado notícias. O dono do barco disse que não conseguia contato e pediu para os filhos irem atrás em outra embarcação.
A prima afirma que, naquele momento, a família acreditava que a Marinha e a Capitania dos Portos já haviam sido notificadas. No entanto, mais tarde descobriram que isso não havia acontecido. “Eles são pessoas muito simples, confiando na palavra do dono do barco. Só depois descobrimos que ninguém tinha sido avisado”, disse Ingrid.
O ponto de virada ocorreu quando um vídeo começou a circular nas redes sociais. As imagens, registradas por um navio ucraniano, mostravam uma embarcação brasileira à deriva, em alto-mar, com três homens a bordo.
Ao ver o vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp, familiares de Luiz e Jander imediatamente reconheceram os pescadores.
“Quando o vídeo começou a circular, a família reconheceu que eram eles. Já tinham três dias de desaparecimento. Foi aí que começou a pressão para que algo fosse feito”, relata Ingrid.
A irmã dos pescadores, Mirian Matos, também confirma que o vídeo foi decisivo.
Era uma embarcação pequena com apenas três tripulantes. No vídeo dava para ver que estavam abastecidos com comida e água, aparentemente bem, mas sem conseguir comunicação. O barco apresentou falha mecânica enquanto pescavam pelo Norte.
Com a repercussão do vídeo, a família decidiu tornar o caso público. A mobilização em redes sociais fez com que autoridades marítimas finalmente fossem acionadas.
“A Marinha entrou em contato conosco e começou a ajudar. O dono do barco havia enviado seus dois filhos para tentar rebocá-los e, graças a Deus, eles foram localizados”, afirmou Mirian.
Segundo ela, a embarcação estava a quase 300 quilômetros da costa, já se aproximando da região Norte do Estado. Os pescadores foram rebocados e iniciaram o retorno.
Susto e alívio para as famílias
Por volta da madrugada deste domingo (16), a família recebeu a notícia de que os tripulantes estavam passando por Guarapari, já a caminho de casa.
Ficaram cinco dias e cinco noites à deriva. Estamos aliviados por saber que estão vindo. Agora está tudo bem, o susto passou!
Mirian Matos, irmã dos pescadores
Os três pescadores devem passar por avaliação médica após a chegada, mas, segundo relatos iniciais, estão bem e conscientes.
A família agradeceu o apoio recebido pela população, que ajudou a compartilhar o vídeo e impulsionar o caso até que as autoridades tomassem conhecimento.
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* Folha Vitória – Conteúdo
* Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais
GERAL
“Virou tudo cinza”: incêndio em apartamento de Jardim Camburi deixa aposentado sem nada
Chamas e fumaça acabaram com o imóvel onde o aposentado Deilson Beltrame vivia há mais de quatro décadas
Por Laura Mel* / Vitória – ES
Depois de mais de quatro décadas vivendo no mesmo endereço, o aposentado Deilson Beltrame agora tenta recomeçar do zero. O apartamento onde morava, em Jardim Camburi, Vitória, foi destruído por um incêndio, na noite desta quarta-feira (15).
O morador contou que perdeu tudo, incluindo móveis, roupas e pertences do neto e da filha que moravam com ele, mas que não estavam em casa quando o fogo começou.
“Começou em cima do colchão, em um carregador de celular. Eu esqueci ele conectado à tomada. Estava sem o celular, mas estava conectado. Aí não sobrou nada”, disse Deilson Beltrame.
Além dos prejuízos materiais, ele também perdeu objetos pessoais que guardava da esposa, que morreu há um ano.
Apartamento não tinha seguro
Sem seguro para cobrir os danos internos, o morador terá que arcar sozinho com os custos da reconstrução. Deilson optou por não acionar a perícia do Corpo de Bombeiros para formalizar a causa do incêndio.
Segundo ele, a decisão foi tomada diante da burocracia exigida para tentar acionar o seguro do condomínio, que não cobre danos internos ao imóvel. “Se eu for fazer por seguro, é uma amolação tremenda. São três orçamentos para cada tipo de trabalho”, afirmou.
De acordo com Deilson, a cobertura disponível no prédio se restringe a áreas comuns e não contempla perdas dentro dos apartamentos, o que o deixa responsável por todos os custos da reforma. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil.
“Eu vou ter que trocar o piso todo, reformar o teto, que caiu. Acabou ventilador, ar-condicionado, cama, colchão, guarda-roupa… virou tudo cinza”.
Na noite do incêndio, o aposentado foi acolhido por vizinhos. A filha e o neto também precisaram buscar abrigo em casas de conhecidos. Apesar da destruição, ele destaca que conseguiu sair a tempo com a cachorrinha de estimação.
Incêndio destruiu quartos e danificou restante do imóvel
O incêndio atingiu o apartamento que fica no terceiro andar de um condomínio e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Imagens registradas no momento mostram uma grande quantidade de fogo e fumaça preta saindo pela janela. A rua precisou ser interditada durante o atendimento da ocorrência.
De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e destruiu quase todo o imóvel. Apenas a cozinha não foi atingida diretamente pelas chamas, mas ficou comprometida pela fumaça. O teto sofreu danos, com queda de gesso e reboco.
Como ajudar
Sem chave Pix, Deilson disponibilizou um telefone para quem quiser e puder contribuir com doações ou qualquer tipo de ajuda: (27) 99957-0202.
A família precisa de móveis, roupas e apoio para a reconstrução do imóvel.
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- Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record,
- Foto Destaque; Crédito – TV Vitória / Record
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