Luto no Futebol
Morre, em acidente de carro, Diogo Jota, do Liverpool e da seleção de Portugal
INTERNACIONAL
Atleta estava viajando com o irmão pela Espanha, segundo a mídia espanhola; carro teria pegado fogo em estrada após deixar pista
O jogador da seleção de Portugal e do Liverpool Diogo Jota, que morreu nesta quinta-feira num acidente de trânsito em Espanha, havia se casado há menos de um mês com sua companheira de longa data, Rute Cardoso. O casal, que tem três filhos pequenos, compartilhou nas redes sociais imagens da cerimônia religiosa na cidade do Porto, em Portugal.
Diogo Jota morreu depois de sofrer um acidente de trânsito na Espanha. O atacante viajava com o irmão pela província de Zamora quando o carro em que estava saiu da estrada, bateu e pegou fogo. As informações foram confirmadas pela jornal Marca e por outros veículos da imprensa europeia.
Segundo o Marca, Diogo Jota e seu irmão, identificado como André, de 26 anos, sofreram o acidente quando passavam pelo quilômetro 65 da rodovia A-52, na região de Sanabria. Informações preliminares apontam que os dois estavam numa Lamborghini e que um dos pneus teria furado durante uma ultrapassagem. O motorista teria, então, perdido o controle da direção.
A Federação Portuguesa de Futebol afirmou, em nota, que André também não resistiu aos ferimentos.
“Perdemos dois campeões. A partida de Diogo e André Silva representa perdas irreparáveis para o futebol português e tudo faremos para, diariamente, honrar o seu legado”, destacou Pedro Proença, presidente da federação.
Jota se profissionalizou no futebol no Paços de Ferreira. Atuou pelo Porto, também de Portugal, e pelo Wolverhampton, do Reino Unido, antes de assinar em 2020 com o Liverpool, equipe no qual vivia o auge da carreira. Ele conquistou os troféus da Premier League e da Copa da Inglaterra, além de duas Copas da Liga.
No mês passado, ao lado de companheiros como Cristiano Ronaldo, o atacante conquistou a Liga das Nações com Portugal, numa vitória nos pênaltis contra a Espanha.
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* Informações do jornal Extra – Conteúdo
* Foto/Destaque: Crédito AFP
INTERNACIONAL
“Terra, vocês são uma tripulação”, diz astronauta da Artemis II
Os quatro tripulantes da missão Artemis II falam pela primeira vez sobre a jornada, depois de nove dias no espaço. Primeira mulher a participar de uma viagem ao satélite natural, Cristina Koch interrompeu o discurso para segurar o choro
Por Rodrigo Craveiro*
Às 15h48 deste sábado (11/4) pelo horário local (17h48 em Brasília) e menos de 24 horas após o retorno à Terra, os quatro tripulantes da missão Artemis II foram recebidos com aplausos, e de pé, pela plateia — formada por familiares, políticos e executivos da indústria aeroespacial — reunida no Centro Espacial Jonhnson da Nasa (agência espacial dos EUA), em Houston (Texas). Vestidos com macacão azul e usando boné, o comandante Reid Wiseman; a especialista de missão Christina Koch; o astronauta canadense e especialista de missão Jeremy Hansen; e o piloto Victor Glover estavam emocionados. Ainda tentavam processar a façanha nos últimos 9 dias, 1 hora e 32 minutos, quando fizeram um sobrevoo na Lua. Foi a primeira viagem ao satélite natural da Terra desde 1972. Os quatro astronautas quebraram o recorde de maior distância percorrida no espaço: 406.773km.
“Victor, Christina e Jeremy, nós estamos ligados para todo o sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial de toda a minha vida”, declarou Wiseman. “Antes do lançamento, parece que é o maior sonho do mundo. E quando você está lá fora, tudo o que você quer é voltar para sua família e seus amigos. Ser humano é algo especial, e estar no planeta Terra é algo especial”, acrescentou o astronauta. Na sexta-feira, a cápsula Órion pousou no Oceano Pacífico, perto da costa de San Diego (Califórnia), depois de enfrentar temperaturas de quase 3.800 graus Celsius, a uma velocidade de 39.693km/h, durante a entrada na atmosfera.
Victor Glover disse não ter processado o que ele e os três colegas tinham acabado de fazer. “Quando isso começou, em 3 de abril, eu quis agradecer a Deus em público, e quero agradecer a Deus novamente. A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava, é grande demais para caber em um só corpo”, reconheceu. Christina Koch precisou interromper sua fala por cerca de 10 segundos para segurar o choro. Foi abraçada pelos outros três tripulantes da sonda Orion. “Quando vimos a Terra, minúscula, (…) o que me arrebatou foi toda a escuridão em torno dela. A Terra é um bote salva-vidas pendurado inabalavelmente no Universo”, descreveu, ao parar o discurso momentaneamente. “Tudo nessa jornada tem a me ensinar. Mas, há uma coisa que eu sei. Planeta Terra, vocês são uma tripulação”, concluiu Cristina, de forma pausada, como se quisesse destacar cada palavra.
Jeremy Hansen parecia emocionado com o discurso da colega. “Quando você vê um grupo que se ama e dá uma contribuição significativa, e extrai alegria disso, isso é algo especial a testemunhar”, declarou. “Nós ouvimos muito falarem sobre a ciência e sobre as coisas que aprendemos. Mas, a experiência humana é extraordinária para nós”, lembrou, ao ressaltar a “coragem” e a “bravura” da tripulação.
Ex-astronauta da Nasa, Clayton C. Anderson esteve em duas expedições à Estação Espacial Internacional — em 2007, permaneceu 152 dias a bordo. “A missão Artemis II foi um imenso sucesso para toda a humanidade! Os testes bem-sucedidos de todos os sistemas da espaçonave nos prepararam para a Artemis 3 e a Artemis 4 nos próximos anos. Provamos que temos conhecimento e tecnologia para retornar em segurança à Lua. Aghora, estamos nos preparando para construir uma base lunar”, afirmou ao Correio, por e-mail.
Segundo Anderson, a Lua é um “trampolim”. “É um lugar próximo da Terra (três dias de viagem), onde podemos testar as tecnologias e construir a infraestrutura necessária para extrair água e gelo das crateras lunares. Todo esse conhecimento adquirido nos ajudará a planejar o envio seguro de humanos a Marte para atingir objetivos semelhantes”, explicou.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: crédito – Ronaldo Schemidt / AFP
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