Combatendo Furtos e Roubos
Iema realiza ação de fiscalização em florestas do Parque Estadual de Itaúnas
Meio Ambiente
O Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) conduziu, na última semana, uma ação de fiscalização para combater o furto de madeira de lei em florestas localizadas na zona de amortecimento do Parque Estadual de Itaúnas (PEI), em Conceição da Barra. A região, próxima a um assentamento rural, tem sido alvo recorrente de roubo de madeira nativa.

A ação contou com a participação conjunta do Iema, da Polícia Ambiental, da Suzano S.A. e de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Durante a operação, dois fragmentos florestais foram identificados como pontos de atividades criminosas. As árvores, muitas delas seculares e de grande porte, são derrubadas ilegalmente no interior da mata, serradas e retiradas para usos ainda não identificados. Entre as espécies exploradas de forma ilícita, estão a Oiticica, a Braúna e o Quina de Rego, algumas sendo ameaçadas de extinção.
O servidor do Iema que atua no PEI, Gustavo Rosa, explica que, além de caracterizar os danos ambientais, as equipes iniciaram o processo de recolhimento da madeira ilegalmente extraída e intensificaram o monitoramento das áreas afetadas. “O monitoramento contínuo das áreas e a condução de investigações seguem para apurar os responsáveis pelas atividades ilegais”, disse.
Assim, a fiscalização nos fragmentos florestais e a operação se estenderam às propriedades rurais adjacentes, com o objetivo de investigar e identificar o uso irregular da madeira e orientar os proprietários da região sobre as restrições legais para o uso de madeira nativa. Denúncias podem ser realizadas presencialmente no Protocolo Geral do Iema ou de forma digital, na seção “Denúncias” do site do Instituto.
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* Fonte: Iema / Assessoria de Comunicação – Karolina Gazoni
* Foto/Destaque: Divulgação / Iema
Meio Ambiente
Meia tonelada de lixo é retirada do manguezal de Vitória no Dia Internacional do Manguezal
Por Michelle Moretti* | Vitória (ES)
Mutirão reuniu catadores de caranguejo, pescadores e Prefeitura e revelou o impacto do descarte irregular em um dos maiores manguezais urbanos da América Latina

Enquanto o mundo celebra, nesta segunda-feira (27), o Dia Internacional do Manguezal, uma cena chamou a atenção em Vitória: em apenas uma manhã, cerca de 500 quilos de lixo foram retirados da Baía de Vitória durante o mutirão “Manguezal Limpo, Manutenção da Vida”. A ação reuniu catadores artesanais de caranguejo, pescadores tradicionais e equipes da Prefeitura em um esforço coletivo para preservar um dos maiores manguezais totalmente circundados por área urbana do Brasil e da América Latina.

Percorrendo os canais do manguezal em suas próprias embarcações, os catadores recolheram resíduos descartados irregularmente pela população. Paralelamente, equipes da Central de Serviços realizaram a limpeza das margens da Orla da Ilha das Caieiras e de Santo André.
O resultado impressiona. Entre os materiais encontrados estavam pneus, isopor, carcaça de televisão, armação de sofá, peças de geladeira, carcaça de máquina de lavar roupas, espuma de colchão, caixa de descarga, adereço de carnaval, encosto de cadeira, redes de pesca, galões de óleo, mangueiras automotivas, canos de PVC, telas de cercamento, caixas de madeira, garrafas PET, garrafas long neck, vidros e até uma almofada infantil.
Mais do que comprometer a paisagem, esse tipo de descarte ameaça a fauna, prejudica a qualidade da água, interfere na reprodução de diversas espécies e coloca em risco um ecossistema essencial para o equilíbrio ambiental da cidade.
Quem vive do manguezal também ajuda a protegê-lo
Os protagonistas da ação foram justamente aqueles que convivem diariamente com o manguezal: os catadores artesanais de caranguejo e pescadores tradicionais. Além de retirar os resíduos, eles ajudaram a chamar a atenção para um problema que se repete ao longo do ano e compromete um ambiente do qual depende a própria subsistência de muitas famílias.

“Não existe futuro sustentável para Vitória sem a preservação dos seus manguezais. Eles são fundamentais para o equilíbrio ambiental, para a proteção da biodiversidade, para a pesca artesanal e para a cultura capixaba. Quando retiramos uma quantidade tão expressiva de lixo em apenas uma manhã, fica evidente que a conservação depende não apenas do poder público, mas também da participação de toda a sociedade”, afirma o subsecretário de Controle Ambiental, André Có.
Um patrimônio natural que precisa da participação de todos
Vitória possui aproximadamente 11 km² de manguezais, formando um dos maiores manguezais totalmente circundados por área urbana do Brasil e da América Latina.
Conhecido como o berçário da vida marinha, esse ecossistema abriga peixes, crustáceos, moluscos, aves e diversas outras espécies, além de desempenhar papel estratégico na captura de carbono, na proteção da costa e na manutenção da biodiversidade.
Também faz parte da identidade cultural da capital. É do manguezal que vêm atividades tradicionais como a pesca artesanal, a captura do caranguejo-uçá e saberes que ajudaram a construir a gastronomia capixaba.
Educação ambiental para promover boas atitudes
O mutirão integrou a programação do circuito “Manguezal de Vitória – Conhecer para Preservar”, promovido pela Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), que reuniu ações educativas, expedição embarcada, mostra interativa, intervenção artística e exposição sobre o ecossistema.
“A educação ambiental acontece quando as pessoas vivenciam o território e compreendem sua importância para a vida. Mais do que retirar resíduos do manguezal, ações como essa despertam um novo olhar sobre esse patrimônio natural e mostram que preservar também é um ato de cidadania”, destaca a gerente de Educação Ambiental da Semmam, Juliana Sardinha.
Uma mensagem que vai além do mutirão
A retirada de aproximadamente meia tonelada de lixo em apenas uma manhã demonstra a dimensão do problema causado pelo descarte irregular de resíduos.
Ao mesmo tempo, a mobilização reforça que conservar o manguezal é uma responsabilidade compartilhada entre poder público, comunidades tradicionais e sociedade. Cada resíduo descartado corretamente representa mais proteção para a biodiversidade, mais qualidade ambiental e mais qualidade de vida para quem vive em Vitória.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / PMV
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