Acidente Fatal
Presidente do Irã morre aos 63 anos em acidente de helicóptero
INTERNACIONAL
Teerã – Irã
A mídia estatal confirmou a morte do presidente do Irã, o ultraconservador Ebrahim Raisi, em um acidente de helicóptero causado por instabilidade climática. Raisi e mais três pessoas voltavam neste domingo (19) de uma viagem oficial ao Azerbaijão.
A morte foi confirmada por volta das 7h (local, 0h30 de segunda-feira em Brasília). Além do presidente Ebrahim Raisi, também morreram o chanceler Hossein Amir-Abdollahian; Malek Rahmati, governador de Azerbaijão Oriental; e o líder religioso Hojjatoleslam Al Hashem.
O helicóptero havia sido localizado nas primeiras horas de segunda (20). A aeronave caiu no domingo (19) entre as cidades de Varzaqan e Jolfa, na província do Azerbaijão Oriental, segundo informou a IRNA, a agência de notícias estatal do Irã (veja abaixo). O local onde o helicóptero estava sendo procurado é montanhoso e de difícil acesso, e o mau tempo dificultou as buscas.
As primeiras informações indicavam que acidente não era grave. Mohsen Mansouri, vice-presidente para Assuntos Executivos, chegou a dizer que dois membros da comitiva presidencial haviam conversado com uma equipe de resgate. Já o ministro do Interior, Ahmad Vahidi, afirmou à IRNA que o helicóptero havia feito apenas um pouso forçado “devido ao mau tempo e à neblina”.
Raisi esteve no Azerbaijão para inaugurar uma barragem. Trata-se da terceira que os dois países construíram no rio Aras.
Líder supremo do Irã havia tentado acalmar a população. Antes mesmo da confirmação da morte, o aiatolá Ali Khamenei disse que ninguém deveria ficar preocupado ou ansioso porque “a gestão do Estado do Irã não seria afetada” pelo desastre.
Quem era Ebrahim Raisi?

Populista ultraconservador Ebrahim Raisi tinha 63 anos. Ele nasceu em novembro de 1960, na cidade sagrada xiita de Mashhad, no nordeste do país. Raisi fez carreira no Judiciário em cargos de procurador-geral entre 2014 e 2016, vice-chefe de Justiça de 2004 a 2014 e promotor e procurador adjunto de Teerã nas décadas de 1980 e 1990.
Ele chegou à presidência em 2021, após vencer em 1º turno. Durante a campanha, levantava bandeiras anticorrupção e em defesa dos pobres. A votação foi marcada por uma abstenção recorde em eleições presidenciais e com a ausência de um opositor forte. Raisi recebeu 62% dos votos, que correspondem a cerca de 17,8 milhões de eleitores.
Iraniano havia substituído o moderado Hasan Rohani. A principal conquista de Rohani em seus dois mandatos foi o acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências ocidentais. Rouhani ganhou de Raisi nas eleições presidenciais de 2017 e, após dois mandatos consecutivos, não pôde concorrer novamente.
Raisi era criticado por suposta violação dos direitos humanos. Quando ainda era juiz, ele teria influído na decisão de matar, sem julgamento, 3.000 dissidentes do regime iraniano em 1988. Raisi estava na lista de líderes iranianos que os Estados Unidos sancionaram por “cumplicidade” em “graves violações dos direitos humanos”, o que Teerã nega.
Morte do presidente pode gerar disputa interna pelo poder. Segundo Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais, essa briga dificilmente envolveria, de fato, uma oposição que cada vez mais tem encontrado dificuldade para se candidatar e se eleger. “São grupos perseguidos e desqualificados pelo Conselho Guardião, que aprova ou barra os candidatos para as eleições, incluindo a presidência”, explicou.
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* Informações de agências internacionais e FolhaPress
* Foto: Reprodução da mídia social.
INTERNACIONAL
Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado
Por Isabella de Paula*
Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.
“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.
Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.
Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.
Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.
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- Gazeta do Povo – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE
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