CIDADES
Estudantes de Vitória são destaques em concurso de Redação da Marinha
CIDADES
Vitória / ES
Por Juliana Rodrigues
A Educação que se destaca no cenário nacional, mais uma vez, colhe os frutos que são resultados dos investimentos e do carinho com que são tratados os estudantes. Quinze deles, de cinco Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) de Vitória, se destacaram no Concurso de Redação Operação Cisne Branco 2023, promovido pela Marinha do Brasil. Juntas, as unidades de ensino municipais participantes produziram 500 redações com o tema “A participação da Marinha na Independência do Brasil”, das quais três de cada escola foram selecionadas.
Os estudantes que escreveram os textos receberam, nesta terça-feira (14), medalhas de ouro, prata e bronze, além de diploma de participação. A cerimônia foi realizada na Capitania dos Portos do Espírito Santo, localizada na Enseada do Suá, na capital. Os diretores das escolas e os professores que apoiaram os estudantes também foram diplomados.

Premiação do Concurso de Redação Operação Cisnei Branco
O concurso abrangeu escolas de Ensino Fundamental e de Ensino Médio. Em âmbito municipal, participaram do concurso estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental da Emef em Tempo Integral (TI) Professora Eunice Pereira Silveira, de Tabuazeiro; da Emef Tancredo de Almeida Neves, de São Pedro III; da Emef Marieta Escobar, de Santa Martha; da Emef Maria José Costa Moraes, do bairro São José; e da Emef Professora Regina Maria Silva, de Inhanguetá.
Alegria e surpresa
A estudante Flavia Vidal Pereira, da Emef Professora Regina Maria Silva, fez dobradinha: ficou em primeiro lugar dentre os estudantes da escola em que ela estuda e também venceu na categoria Ensino Fundamental em âmbito municipal, o que a colocou em posição de disputar a etapa distrital do concurso de redação.
“Eu não esperava. Eu achava que a minha redação não estava tão boa assim. Mas foi gratificante, eu fiquei surpresa de verdade”, disse a menina de 14 anos que acaba de ser aprovada em 5º lugar no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Unidade Cariacica, onde vai cursar o Ensino Médio Técnico na área de Administração.
Margareth Vidal Oliveira, mãe da Flavia não mediu elogios à filha. “É uma honra para qualquer mãe ter uma filha como ela. Tudo o que ela conquistou foi por mérito dela. Quem estuda é ela. O mérito é todo dela. Ela é muito esforçada, estudiosa. Ela é ótima filha, perfeita”, disse a mãe, orgulhosa dos feitos da filha.
O estudante Mateus Luiz Dutra Cassimiro, de 12 anos, da Emef Tancredo de Almeida Neves, ficou em 2º lugar no concurso de redação entre os estudantes da escola dele. O jovem estudante compartilhou detalhes sobre seu processo criativo e os sentimentos associados à premiação.
“O professor passou uma base para a gente. Ele deu um vídeo da Marinha do Brasil, falou para ver o vídeo e estudar. No dia seguinte, ele passou a redação, escreveu no quadro, mostrou como íamos fazer cada etapa. Peguei uma base da história e coisas que já tinha ouvido falar e, com essa base, consegui fazer meu texto, fundamentado na história da Marinha e da independência do Brasil. Fiquei muito feliz, emocionado, porque escrevi sem saber se ganharia. No final, consegui vencer”, descreveu o estudante.
Sobre suas preferências literárias, Mateus destacou: “Gosto bastante de escrever. Gosto da disciplina de língua portuguesa, de ler e de escrever. Às vezes, leio fábulas, contos ou histórias de atores famosos, como Monteiro Lobato”, contou.
Educação como caminho de mudança
O comandante da Capitania dos Portos do Espírito Santo, o capitão de Mar e Guerra Alexsander Moreira dos Anjos, destacou a importância da presença do prefeito da capital no evento e disse que a participação do gestor demonstra a preocupação do município com a educação.
“A educação é importantíssima, e, dentro desse contexto, são os professores que nos conduzem ao sucesso. E ser professor é uma vocação. Um professor, quando vai para a sala de aula, eu tenho certeza que ele ali é professor, é pai, é mãe, é confidente, é amigo. É uma jornada árdua que a gente tem que valorizar muito. Não só a gente, falando para os alunos, como também para as entidades públicas. Eu fico muito feliz de o nosso prefeito estar aqui, o que mostra, dentro de uma agenda muito grande, a preocupação dele com a nossa educação”, disse o comandante.
Dos Anjos expressou também a satisfação de receber os estudantes na Capitania dos Portos. “Eu tenho uma enorme satisfação de recebo hoje, aqui, essas cabeças brilhantes das nossas escolas de Ensino Fundamental e Médio, das Cidades de Vitória e de São Mateus. Meus sinceros parabéns aos 30 alunos vencedores, acredito que este momento ficará marcado para sempre em suas memórias”, o capitão.
“Ao realizar o trabalho de mobilização dos estudantes do ensino fundamental e médio, acreditamos que cada um aqui presente, assim como todos os outros alunos que também dedicaram o tempo se debruçando sobre os temas propostos pela Marinha do Brasil para escrever suas redações, naturalmente serão a partir de agora propagadores da maritimidade junto aos seus familiares e amigos. Cabe ainda ressaltar a possibilidade dos jovens deste grupo se interessarem pelas formas de ingresso na marinha e pela carreira militar tão promissora em nosso país”, destacou Dos Anjos, que aproveitou para parabenizar formalmente o corpo docente das escolas participantes, visto que não foram poupados esforços para incentivar os alunos a se dedicarem ao concurso.
Em um discurso inspirador, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ressaltou a importância das famílias engajadas na educação. “De nada adianta termos os melhores educadores, de nada adianta termos uma estrutura robusta, escolas boas, com capacidade de atendimento, de recepção, se nós não tivermos famílias engajadas. Sem famílias engajadas, não há transformação”, disse o gestor.
O prefeito destacou, ainda, a importância da educação como caminho de mudança. “Não existe outro caminho, não há outra via para que de fato nós tenhamos uma nação forte, pujante economicamente e socialmente que não seja a educação. É claro, nós tivemos 500 redações participantes, mas vocês representam a esperança de 4 milhões de capixabas de que de fato essa transformação social vai ocorrer através da educação”, disse Pazolini.
“O momento que vocês vivenciaram aqui nos enche de esperança e de certeza de que nós estamos no caminho certo. Mas a responsabilidade de vocês a partir de hoje aumenta muito. A partir de agora vocês passam a ter uma missão conosco: a missão de inspirar outros jovens. Compartilhem essa vitória nas redes sociais para inspirar novos alunos. A educação é um desafio de todos, não apenas do governo. Vocês nos inspiram a acreditar em um mundo melhor”, destacou o prefeito.
Apoio dos professores
A professora Marta Eliane Favaro, da Emef Marieta Escobar, compartilhou sua surpresa positiva com a recepção dos estudantes e o resultado das redações: “Foi uma agradável surpresa, porque os estudantes gostaram do tema e iniciamos o nosso cronograma. Após a inscrição, partimos para as pesquisas. Foram utilizados os tablets e também o laboratório de informática para o levantamento de informações. Tivemos também a importante contribuição do professor de História, que ajudou a elucidar dúvidas dos alunos”, contou a educadora, destacando o apoio da diretora Ineida Mara Santos, que entusiasticamente explicou sobre o concurso e incentivou a participação nas salas de aula.
O professor Janirto Galhardo da Rocha, da Emef Professora Regina Maria Silva, ressaltou a importância de sensibilizar os estudantes desde o início: “O primeiro passo foi sensibilizar os alunos para que eles pudessem se empenhar na produção. É uma turma muito dedicada e muito esforçada. Eu disponibilizei o material no Google Sala de Aula e passei os slides na TV e nós fomos conversando sobre o assunto. Dei um tempo para eles processarem as informações e depois eles foram produzindo os textos em sala de aula. Eles traziam os textos para mim, pediam orientação e eu ia fazendo algumas intervenções. Foi um processo que durou quatro aulas”, detalhou o educador.
A professora Adriana Wotikoski dos Santos Teixeira, da Emef Maria José Costa Moraes, revelou sua abordagem cuidadosa: “Antes de levar o tema do concurso para sala de aula, fiz uma pesquisa a fundo sobre o tema para passar clareza para os alunos”. Ela destacou, ainda, a importância do concurso para o desenvolvimento dos estudantes e compartilhou o processo de correção, que seguiu os critérios do edital do concurso e exigiu que o texto fosse escrito de próprio punho e tivesse de 20 a 40 linhas. Além disso, o conteúdo deveria explicitar a capacidade de análise e síntese do estudante, bem como domínio da linguagem escrita, criatividade e nível de conhecimento e linguagem compatíveis com a respectiva faixa etária.
Ao refletir sobre o impacto do concurso, Adriana expressou sua satisfação: “Fiquei muito feliz, muito orgulhosa com o resultado. A redação deles estava realmente impecável”, disse a professora, que destacou o apoio da pedagoga Suzanne Barcellos e do diretor João Everaldo Assis dos Santos, enfatizando a importância de reconhecer e revelar o talento dos alunos. “É uma oportunidade fantástica que a Marinha dá a esses alunos de reconhecer e de revelar o talento que eles têm. Acho válido dizer quão grata eu fiquei por esse trabalho lindo que a Marinha faz”, concluiu a educadora.
Operação Cisne Branco


Relação de diplomas
Emef Marieta Escobar
Ester Magalhães Santos – 1º lugar
Guilherme Roberts de Azevedo Novaes – 2º lugar
Clara Emellyn Gomes do Nascimento – 3º lugar
Marcelo Baurmann dos Santos – Professor
Marta Eliane Favaro – Professor
Emef TI Professora Eunice Pereira Silveira
Júlia Vieira Nunes – 1º lugar
Amanda Pereira Nascimento – 2º lugar
Marikely do Nascimento Almeida – 3º lugar
Bernardo Vaichert Pirola – Professor
Josiane Silotti de Baptista Vieira – Professor
Emef Maria José Costa Moraes
David Lucas Guedes Dutra – 1º lugar
Matheus Nazaro Silva Pereira – 2º lugar
Ester Pires Aparecido – 3º lugar
Adriana Wotikoski dos Santos Teixeira – Professor
Emef Tancredo de Almeida Neves
Sophia de Oliveira Baudson – 1º lugar
Mateus Luiz Dutra – 2º lugar
Lucas Asafe Rodrigues Freire – 3º lugar
Israel Scárdua de Aquino – Professor
Emef Professora Regina Maria Silva
Flavia Vidal Pereira – 1º lugar
Lavínia Dourado Fundão – 2º lugar
Guilherme Nascimento Ribeiro – 3º lugar
Janirto Galhardo da Rocha – Professor
Marcos Salles
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* Informações PMV / Fotos/Créditos: Marcos Salles – PMV
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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