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Tragédia na Índia

Acidente de trem na Índia deixa dezenas de mortos e centenas de feridos

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INTERNACIONAL

Desastre deixou mais de 280 mortos e 900 feridos; socorristas trabalham nos escombros para tentar encontrar corpos e libertar pessoas

Nova Délhi / Índia

Mais de de 1.200 socorristas trabalham nos escombros para tentar encontrar corpos e libertar pessoas depois que dois trens de passageiros descarrilaram na Índia na sexta-feira, matando mais de 280 pessoas, deixando 900 feridos e centenas de pessoas presas dentro de mais de uma dúzia de vagões, um dos desastres ferroviários mais mortais do país em duas décadas. Durante a noite de sexta-feira, 115 ambulâncias, 50 ônibus e 45 unidades móveis de saúde foram mobilizados. O estado de Odisha decretou luto neste sábado.

O ministro do Transporte Ferroviário, Ashwini Vaishnaw, anunciou que o Exército também foi mobilizado para colaborar com as operações.

— O desafio agora é identificar os corpos. Onde quer que os parentes possam fornecer provas, os corpos serão entregues após as autópsias. Se não forem identificados, talvez tenhamos que fazer um teste de DNA e outros protocolos — disse Sudhanshu Sarangi, diretor-geral do corpo de bombeiros e emergência de Odisha. — Isso é muito, muito trágico. Nunca vi nada assim na minha carreira.

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As autoridades afirmaram que todos os hospitais entre o local do acidente e Bhubaneswar, a quase 200 quilômetros de distância, receberam feridos. Quase 200 ambulâncias, e até mesmo ônibus, foram mobilizadas para o transporte. Até agora, 200 pessoas receberam alta após receber cuidados médicos. Dezenas de pessoas compareceram para doar sangue.

“Nossa principal prioridade agora é resgatar e fornecer suporte de saúde aos feridos” — disse o secretário-chefe de Odisha, Pradeep Jena, que afirmou que os hospitais e enfermarias estão lotados.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, visitou o local da catástrofe neste sábado e vários feridos nos hospitais de Balasore.

“Nenhum responsável pelo acidente ficará impune. É um momento triste. Rezo para consigamos sair deste momento triste o mais rápido possível” — disse Modi.

Imagens do local da pior catástrofe ferroviária da Índia do últimos 20 anos mostraram compartimentos dos trens destruídos e abertos com buracos manchados de sangue. O acidente ferroviário foi provocado pelo descarrilamento de um trem expresso que seguia de Bengaluru para Calcutá, no nordeste do país, e que invadiu a via adjacente na direção sul. Minutos depois, o Coromandal Express, que seguia de Calcutá para Chennai, caiu nos escombros. Alguns de seus vagões também colidiram com um trem de carga que estava estacionado nas imediações.

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Ao amanhecer deste sábado, os trabalhadores de resgate puderam ver a extensão completa da tragédia. O diretor-geral dos Serviços de Incêndio de Odisha afirmou que o número de mortos pode aumentar para até 380.

“Os trabalhos de resgate ainda estão em curso” — afirmou.

  • Informações – AFP / Fotos: Punit Paranjpe – AFP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INTERNACIONAL

Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado

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Por Isabella de Paula*

Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.

“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.

Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.

Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis ​​e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.

Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.

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  • Gazeta do Povo – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE

 

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