Economia
Mercado Livre inaugura centro de distribuição em Linhares
Economia
O objetivo do Centro de Distribuição é agilizar no atendimento à toda região Norte do Espírito Santo, desde João Neiva até a divisa com a Bahia
O Mercado Livre, uma importante empresa de comércio eletrônico da América Latina, anunciou a implantação de um Centro de Distribuição (CD) em Linhares, no Norte do Espírito Santo.
O CD está localizado em um galpão com mais de 5 mil metros quadrados, nas antigas instalações da planta industrial da União Engenharia, às margens da BR-101.

As operações do Centro de Distribuição do Mercado Livre começaram em março e já estão gerando 60 empregos diretos, além de mais de 200 empregos indiretos.
A instalação do empreendimento contou com o apoio da Prefeitura de Linhares, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. O anúncio da inauguração foi realizado pelo prefeito Bruno Marianelli.
O objetivo do Centro de Distribuição é atender toda a região Norte do Espírito Santo, desde João Neiva até a divisa com a Bahia e tem o objetivo de encurtar distâncias e prazos de entregas das vendas realizadas pelo Mercado Livre através do comércio eletrônico. A localização estratégica do Município foi fundamental para a implantação do CD, localizado às margens da principal rodovia do ES, a BR 101.
Com essa iniciativa, o Mercado Livre busca otimizar a logística de suas operações, oferecendo um serviço mais eficiente e ágil aos clientes da região.

“É mais uma demonstração, para alguns gestores da região Norte capixaba, da capacidade de articulação e competência comprometida com o desenvolvimento do município e sua população, da Prefeitura de Linhares e sua administração que busca investimentos para a cidade”, disse um morador a nossa reportagem.
- . Com informações da Prefeitura de Linhares – Secretaria de Comunicação – Enzo Macedo Teixeira
- Foto de Linhares: Revista Procampo
Economia
Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360
Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES
A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.
O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória.

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação
“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.
A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.
O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.
Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.
No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil.
“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.
Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente.
O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.
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- O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Borana
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