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Visita Ministerial

Ministro Márcio França visita obras do terminal de passageiros do Aeroporto Regional de Linhares

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POLÍTICA & GOVERNO

O governador do Estado, Renato Casagrande, e o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, realizaram, nesta segunda-feira (13), um sobrevoo e uma visita às obras do terminal de passageiros do Aeroporto Regional de Linhares. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), está realizando a reforma e ampliação do equipamento, com investimento de cerca de R$ 3 milhões. Além desse compromisso, o ministro cumpriu uma extensa agenda no Espírito Santo.

A comitiva visitou o Aeroporto de Vitória, o Porto de Capuaba e a área portuária de uma empresa em Aracruz, além de solenidade no Palácio Anchieta. Na sede do Executivo Estadual, os gestores da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e da VLI – companhia de soluções logísticas que integra portos, ferrovias e terminais – assinaram Memorando de Entendimento para viabilidade da expansão do Porto de Vitória, com investimentos em ferrovia e terminais na ordem de R$ 200 milhões.

“É com grande alegria que recebemos o ministro Márcio França. Todos sabem do potencial logístico do Espírito Santo e estamos investindo forte para que nosso tornemos uma porta de entrada e saída do Brasil para o mundo.  Visitamos o Porto de Vitória, o Porto da Imetame, em Aracruz, o Aeroporto de Vitória e o Aeroporto de Linhares, que recebe recursos importantes do Governo do Estado e parte do Governo Federal. Estamos fazendo o terminal de passageiros que deve ficar pronto em março, quando esperamos o ministro novamente no Estado para a inauguração”, afirmou Casagrande.

Em Linhares, a comitiva teve a presença do secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio  Damasceno, que destacou o fortalecimento da infraestrutura logística do norte capixaba com o restante do País. A nova pista do Aeroporto de Linhares tem 1.860 metros de extensão e é fruto de um convênio entre o Governo do Estado e o Governo Federal. No total, o Executivo Estadual investiu cerca de R$ 45 milhões e a contrapartida do Governo Federal foi de R$ 18 milhões.

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“Além de realizar as obras da nova pista do Aeroporto de Regional de Linhares, concluída em 2021, estamos fazendo melhorias no terminal de passageiros. O ministro e toda equipe puderam ver de perto o andamento do trabalho, que está avançado, e resultará em um terminal de passageiros amplo e confortável. O norte do Estado tem agora capacidade de receber aviões de porte comercial o que contribui, ainda mais, com o desenvolvimento da região”, pontuou o secretário.

O ministro de Portos e Aeroportos falou sobre a possibilidade do terminal linharense ser concedido à iniciativa privada, bem como ser administrado pela empresa pública federal do setor.

“Viemos ver o potencial logístico do Espírito Santo e o Aeroporto de Linhares, que está quase pronto, conta com uma pista grande e bem servida. O presidente Lula pediu que escolhêssemos 100 aeroportos novos para fazer voos de carreira e estamos conversando com as empresas para que possam fazer voos low cost (termo em inglês para voos de baixo custo) e este aeroporto é o que parece que está mais perto de ficar pronto. Somente 10% da população brasileira voa de avião e para baratear precisamos ter mais voos e aeroportos regionais. O Espírito Santo tem o privilégio de ter um dos melhores governadores do Brasil e muito bem articulado”, disse França.

Visitas técnicas e assinatura de memorando

A agenda oficial do ministro no Espírito Santo contou com visitas técnicas no Aeroporto Internacional de Vitória, no Cais de Capuaba, em Vila Velha, e no Porto da Imetame, em Aracruz. O vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço, também fez parte da comitiva.

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Ferraço ressaltou a vocação histórica do Estado para o comércio exterior, tanto para importação quanto para exportação, sendo a estrutura portuária muito relevante para o desenvolvimento econômico. “Vivemos um momento positivo, porque vemos ao Sul nascer o Porto Central, em Presidente Kennedy, que será uma importante âncora para o desenvolvimento do sul capixaba. Na Grande Vitória, temos a nova Codesa, que foi recentemente concedida, e por certo, este termo de compromisso assinado hoje trata-se de uma nova experiência na realidade portuária brasileira”, afirmou.

Os estudos a serem realizados pela VLI e pela Codesa contemplam a análise de capacidades necessárias a acomodar a matriz de carga em estudo, incluindo adequações e capacitações de ramais ferroviários que acessam o Porto de Vitória, bem como ramais internos à poligonal do terminal, capacidade de píer – envolvendo berços, calado e equipamentos, entre outros aspectos – e sistemas de carregamento, descarregamento e armazenagem estática das cargas a serem movimentadas.

Atualmente, a VLI movimenta cerca de 25 milhões de toneladas anuais nos portos e ferrovias do Espírito Santo, com cargas que trafegam pela Ferrovia Centro-Atlântica, em Minas Gerais, e pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, onde a VLI opera por direito de passagem, para acesso aos portos do Espírito Santo. A operação portuária atual é concentrada nos terminais de Praia Mole, de Granéis Líquidos e de Produtos Diversos, instalados no Complexo Portuário de Tubarão.

Informações à Imprensa: Assessoria de Comunicação do Governo / Giovani Pagotto / Fotos: Divulgação

 

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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