Porradeiro na Rua
Voadora, paulada e luta corporal: reação de moradores a assalto no Rio de Janeiro
POLÌCIA
Confusão começou quando dois homens de moto tentaram assaltar um casal em Coelho Neto; cenas foram capturadas por uma câmera de segurança
Rio de Janeiro
Uma tentativa de assalto em Coelho Neto, na Zona Norte do Rio de Janeiro, acabou se transformando em uma rodada de luta livre nesta última segunda-feira (15), quando moradores interviram para deter os suspeitos. A cena foi capturada por uma câmera de segurança e está viralizando nas redes sociais.
O incidente começou quando dois homens de moto abordaram um casal que andava de mãos dadas pela rua. Inicialmente, parece que o assalto estava dando certo, pois a mulher entregou a bolsa para um dos suspeitos. No entanto, após um breve corte na filmagem, o acompanhante da vítima começou a correr atrás de um dos assaltantes, que jogou a bolsa no chão perto de um poste.
Os dois homens começaram a brigar, tentando derrubar um ao outro, como se fosse uma luta de judô. Enquanto isso, o suspeito que ainda estava na moto se afastou e estacionou o veículo antes de voltar para ajudar o parceiro. Ele perdeu um chinelo no meio caminho e se agachou para pegar o celular da vítima, que caiu no chão em meio à briga. Quando o assaltante finalmente parecia prestes a intervir no combate, um morador saiu de casa com algum tipo de taco e o afugentou.

Nesse momento, o suspeito que estava brigando finalmente conseguiu derrubar seu adversário e correu para montar na moto e fugir. Mas, antes que ele pudesse dar partida no veículo, o homem caído levantou e começou o segundo round com uma voadora. O golpe não acertou em cheio, mas possibilitou que a vítima do assalto agarrasse o pescoço do assaltante e o derrubasse no chão.
Suspeitos foram presos por uma patrulha da Polícia Militar que passou pelo local da briga — Foto: Reprodução
O segundo vídeo mostra que o homem conseguiu imobilizar o suspeito, mas o morador que apareceu para ajudar estava tendo dificuldades. Ele foi derrubado no chão pelo segundo assaltante e sofreu alguns golpes, mas conseguiu se levantar e estava disputando a posse do taco que havia trazido. Um outro morador também apareceu com algum tipo de taco e desferiu um golpe nas costas do suspeito, que desabou no chão.
Os dois suspeitos foram presos por uma patrulha da Polícia Militar que passou pelo local e encaminhados à 40ª DP de Honório Gurgel.
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* Informações jornal Extra – Vitor Marroni / Fotos: Divulgação / Vídeo: Câmera de vídeo da rua
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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