Polícia
Mais de 200kg de maconha são apreendidos em casa na Serra
POLÌCIA
O local era utilizado como espaço para o armazenamento das drogas
Por Guilherme Lage*
A Polícia Civil apreendeu mais de 200 quilos de maconha em tabletes, além de outros 250 gramas de cocaína em uma operação em uma casa no bairro Vila Nova de Colares, na Serra, nesta quarta-feira (28).
O local era utilizado como espaço para o armazenamento das drogas. Havia maconha espalhada por toda a casa, em caixas, mesas, debaixo de lonas e pelo chão.
Segundo o delegado Tarcísio Otoni, responsável pela operação, o local foi indicado por pessoas durante as investigações, como locais a serem monitorados.
“Esse local surgiu através de investigações que já vêm decorrendo dos nossos trabalhos anteriores, onde surgem trabalhos, surgem pessoas, que nos passam esses lugares também a serem monitorados pelo departamento”.
A Polícia Civil já observava o local e percebeu movimentações suspeitas no local. Nesta semana conseguiram autorização para realizar a operação. Toda a droga foi apreendida embalada, pronta para ser distribuída em bocas de fumo.
“Nós focamos na parte anterior ao varejo, seja no transporte, seja na distribuição ou armazenamento dessas drogas”, explicou o delegado.
Imóvel era utilizado apenas para armazenar drogas
Segundo a polícia, no local não havia nenhum móvel ou eletrodoméstico, nem sequer comida, apenas uma cama e algumas roupas, o que demonstra que o imóvel era utilizado apenas para armazenar drogas.
“A gente verifica que os traficantes alugam residências em ruas normais, comuns, ao lado de outras residências, mas servia somente como depósito de drogas. Não havia geladeira, eletrodomésticos, alimentos, só uma cama e algumas roupas para pessoas que ficassem em vigília com as drogas”, afirmou o delegado.
Ninguém foi preso na operação, mas segundo a polícia, já há informações sobre compradores das drogas e também sobre os traficantes. A investigação segue em curso.
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*Com informações da repórter Thainara Ferreira, da TV Vitória/Record
* Foto/Destaque: Reprodução/Sesp
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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