Polícia
Encontrado os corpos dos três adolescentes desaparecidos e a Polícia está a caça de todos os envolvidos no crime
POLÌCIA
Alguns suspeitos já estão presos, inclusive o chefe do tráfico de drogas de Sooretama
O que se temia aconteceu.
A esperança de encontrar os três adolescentes desaparecidos há 14 dias, se diluiu quando a Polícia Civil encontrou enterrados em cova rasa em uma plantação de eucaliptos, os corpos dos adolescentes Carlos Henrique e kauã Loureiro, de 15 anos, e Wellington Gomes, de 14. Eles estavam desaparecidos desde o dia 18 de agosto, após irem, por curiosidade, ver uma vítima atingida em tiroteio, no bairro Areal, ao lado do bairro Sayonara em que moravam, local conhecido pelo intenso tráfico de drogas de Sooretama, Norte do Espírito Santo. Depois, não foram mais encontrados.
A Polícia Militar e Civil montaram uma grande operação para localizar os adolescentes que durou cinco dias. Usaram helicóptero, drones e cães farejadores, mas nada encontraram. Apesar das operações com todo esse aparato ter sido suspensas, as investigações continuaram e finalmente os corpos foram encontrados.
Segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, os meninos foram mortos com “requintes de crueldade”, por vingança de traficantes rivais de Sooretama.

Detalhes do crime não foram repassados pelo secretário estadual em respeito aos familiares dos jovens. Ainda segundo Ramalho, os garotos eram inocentes, foram mortos de maneira covarde e nada os ligavam ao tráfico.
Dois homens foram presos e um menor de idade foi apreendido. Os três são suspeitos de envolvimento na morte dos adolescentes. Apenas Marcos Vinícius Coutinho de Carvalho (foto), mais conhecido como “Caíque”, teve o nome divulgado. Segundo as investigações, ele foi o responsável por executar e mandar enterrar os corpos dos três adolescentes.
Buscas e investigações
Em coletiva de imprensa realizada no início da noite desta sexta-feira (1º), o secretário de Segurança Pública deu detalhes das investigações e buscas aos suspeitos.
Segundo ele, os bairros Areal e Baixada, em Sooretama, são rivais no tráfico de entorpecentes. No dia 18 de agosto, data em que os três jovens desapareceram, um homem, que não tinha envolvimento com o comércio de drogas, estava em uma barbearia no Areal, momento em que recebeu o ataque de uma organização criminosa.

“Embora este rapaz tenha tomado uns tiros, ele sobrevive, mas a notícia circula. Segundo a família, os adolescentes, com curiosidade, vão até o local com outro irmão mais velho. Eles ficam sabendo o que aconteceu e o irmão mais velho diz: ‘Vou para casa da minha sogra e vocês voltam!, mas nunca mais voltaram”, detalhou o secretário Alexandre Ramalho (foto).
No dia 19 de agosto, as famílias registram boletim de ocorrência do desaparecimento dos meninos, com o relato de que o caso aconteceu por volta de 17h do dia anterior.
Carro localizado
Durante as investigações das forças de segurança, no dia 24 de agosto a polícia recebeu a informação de que um veículo poderia ter transportado os jovens. A corporação, então, encontra um motorista de aplicativo, que foi conduzido até à delegacia. Segundo o secretário, o suspeito entrou em contradição durante o depoimento.
“Mas não tínhamos menor condição de mantê-lo preso, pois não tinham indícios. Conseguimos fazer a perícia do veículo e detectar que havia sangue humano”, disse.
Apreensão de menor
Na última quinta-feira (30), com o apoio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa da Serra, a polícia apreendeu um menor de idade. De acordo com Alexandre Ramalho, ele havia fugido de Sooretama e estava escondido no bairro Jardim Carapina.
“Conseguimos localizá-lo e também voltamos ao interrogatório do motorista de aplicativo, e mais informações foram surgindo”, contou.
Troca de tiros com PM
Na tarde desta sexta-feira (1), a Polícia Militar, com informações da Polícia Civil, conseguiu localizar Marcos Vinícius Coutinho de Carvalho, mais conhecido como “Caíque”. O homem, de 20 anos, é considerado liderança do tráfico do bairro Areal e, segundo o coronel Alexandre Ramalho, foi o responsável por executar e mandar enterrar os corpos dos três adolescentes.
Ainda na tarde desta sexta, “Caíque”, desobedecendo uma ordem de prisão da PM, trocou tiros com a corporação. Durante a ação, os vidros de uma viatura foram danificados e uma criança de 11 anos foi atingida no braço, mas sem gravidade.
Durante as investigações, dois homens foram presos e um menor de idade foi apreendido. São eles:
Marcos Vinícius Coutinho de Carvalho, vulgo “Caíque”, de 20 anos – segundo o coronel Alexandre Ramalho, ele é responsável por arquitetar a morte dos jovens e enterrar os corpos. Também trocou tiros com a PM, que atingiram o braço de uma criança em Sooretama;
O motorista de aplicativo, cujo veículo teria sido utilizado para transportar os amigos. O nome e idade não foram divulgados pela polícia;
Um menor de idade, que havia fugido de Sooretama e estava escondido no bairro Jardim Carapina, na Serra. O nome e idade não foram divulgados pela polícia.
Repercussão
Na tarde desta sexta-feira, a Escola Professor Alberto Stange Junior decretou luto pela morte dos adolescentes.
A Prefeitura de Sooretama emitiu nota de pesar e decretou luto oficial de três dias na cidade, em memória dos jovens.
Cronologia do caso
Os trabalhos de busca e investigação pelos três jovens tiveram início no dia 21 de agosto. Além de trabalhar com um serviço de inteligência utilizado em casos de pessoas desaparecidas, a Polícia Civil buscou por imagens em câmeras de videomonitoramento da cidade de Sooretama, na intenção de encontrar pistas e saber por onde os três adolescentes poderiam ter passado antes do desaparecimento.
Ainda no dia 21 de agosto, em buscas realizadas em uma região conhecida como “Matinha”, policiais chegaram a encontrar bicicletas abandonadas, que poderiam pertencer aos três jovens. No entanto, foi constatado que essas bicicletas não eram dos adolescentes, mas sim, foram furtadas ou deixadas no local.
No dia 22 de agosto, familiares dos adolescentes realizaram um protesto na BR 101, em Sooretama, e fecharam a estrada por cerca de cinco horas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A manifestação era para chamar a atenção do governo para o desaparecimento dos adolescentes.
No dia 23 de agosto, a Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima de que os três amigos poderiam estar em uma região conhecida como Rocinha, onde há uma área de vegetação e ocorre a desova de corpos, e intensificou os trabalhos de procura pelos meninos no local. O trabalho também ganhou a ajuda de drone e cães farejadores.
Durante buscas realizadas, foram encontrados alguns materiais recolhidos pela Polícia Civil e encaminhados para Vitória para passarem por perícia. Além dos materiais, que não haviam sido informados pela corporação, um carro foi apreendido durante as buscas aos jovens.
No dia 25 de agosto, o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, disse que a Polícia Civil recebeu a informação de que o veículo encontrado teria transportado os amigos.
Ainda no dia 25 de agosto, as buscas aos três jovens foram intensificadas, com um trabalho feito dentro da mata fechada. A procura também recebeu o auxílio de um helicóptero do Núcleo de Operações de Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (Notaer), que possibilitou um mapeamento em uma área mais ampla.
No mesmo dia, vestígios de sangue foram encontrados dentro do carro que foi apreendido durante as buscas aos jovens. Já no dia seguinte, 26 de agosto, a perícia indicou que o sangue encontrado no carro apreendido pela polícia era humano.
No dia 27 de agosto, após dias de procura, a força-tarefa nas buscas pelos meninos foi desmobilizada. Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que a atuação policial no caso iria continuar a partir das investigações da Polícia Civil, e que as equipes permaneceriam de prontidão caso surgisse novas informações do paradeiro dos jovens.
Relembre o crime
Carlos Henrique do Nascimento Trajanos e Kauã Loureiro Corrêa, ambos de 15 anos, e Wellington Gomes Simon, de 14 anos, estavam desaparecidos desde o dia 18 de agosto após um tiroteio no bairro Sayonara, em Sooretama.
As famílias registraram boletim de ocorrência sobre o desaparecimento deles no dia 19 de agosto, com o relato de que o caso aconteceu por volta de 17h do dia anterior.
Desde o dia do desaparecimento dos adolescentes, os familiares permaneceram na angústia por respostas dos meninos.
Chego em casa e me dá um vazio. Vejo a bolsa do meu filho de ir para a escola, vejo as roupas, a cama dele… Mas ‘cadê’ meu filho?
Marcelo Corrêa, pai de Kauã Loureiro
Ainda segundo os familiares, os três meninos não tinham envolvimento com drogas. De acordo com a polícia, eles não tinham passagem pelo sistema prisional.
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* Com informações da Sesp / publicações de jornais / Fotos: Divulgação Sesp / A Gazeta
POLÌCIA
Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA
Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação
São Mateus – ES
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.
Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.
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- Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação
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