Rebelião na Síria
Itamaraty decide evacuar embaixada do Brasil em Damasco
INTERNACIONAL
Avaliação da diplomacia é de que a situação pode escalar rapidamente para episódios de violência generalizada
Brasília / DF
Os diplomatas brasileiros devem sair em comboio com representantes de outros países e tentar chegar até o Líbano – (crédito: Bruno Peres/CB/D.A Press)
O governo federal decidiu retirar as equipes técnicas e diplomatas que estão na Embaixada do Brasil em Damasco, capital da Síria. No fim de semana, rebeldes derrubaram o ditador Bashar al-Assad e tomaram o controle do país.
Países da Europa e das Américas também decidiram tirar suas equipes da capital síria após alguns incidentes. A Embaixada do Brasil está aberta para prestar auxílio aos nacionais que estão no país — porém, a avaliação de momento é de que a situação pode escalar para episódios generalizados de violência.
O controle está sob o grupo HTS, que derrubou Assad. No entanto, outros grupos rebeldes e organizações terroristas podem tentar tomar territórios no país.
Os diplomatas brasileiros devem sair em comboio com representantes de outros países e tentar chegar até o Líbano, onde poderão ser evacuados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que já retiram brasileiros que estão na localidade.
A diplomacia brasileira avalia que Israel pode lançar uma operação para tentar anexar o território da Síria. As Forças de Defesa israelenses já realizam ataques aéreos contra bases militares para tentar impedir que ativos bélicos, como aviões e tanques, sejam usados contra Israel.
Ao longo do fim de semana, a embaixada monitorou a situação de brasileiros no país árabe e disse que não havia, até então, registro de vítimas de nacionalidade brasileira. O Itamaraty também alertou os brasileiros a deixarem a Síria imediatamente.
No fim de semana, o governo disse que “acompanhava com preocupação a escalada de hostilidades na Síria” e pediu “máxima contenção” para assegurar a integridade da população e da infraestrutura civis.
“O Brasil reitera a necessidade de pleno respeito ao direito internacional, inclusive ao direito internacional humanitário, bem como à unidade territorial síria e às resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil apoia os esforços para solução política e negociada do conflito na Síria, que respeitem a soberania e a integridade territorial do país”, disse o Ministério das Relações Exteriores.
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* Da Redação / Com informações de jornais e agências
* Foto/Destaque: Bruno Peres / Correio Braziliense / D.A Press
INTERNACIONAL
Tesouro de 3 mil anos é roubado de museu na Espanha em apenas quatro minutos
Coleção incluía 29 braceletes, 11 tigelas e três garrafas além de outras peças; crime foi descrito como “super rápido e super profissional”
O Tesouro de Villena, uma coleção de peças de ouro da Idade do Bronze considerada uma das mais valiosas da Europa, foi quase totalmente roubado, nesta quinta-feira (27), de um museu na cidade de Villena, no sudeste da Espanha, informou a Prefeitura.
“O alarme do Museu de Villena disparou por volta das 5h20 da manhã”, e às 5h24 os ladrões já haviam deixado o prédio, disse um porta-voz da Prefeitura de Villena à AFP, confirmando o roubo “super rápido e super profissional”.
Os ladrões estavam em vários veículos e aparentemente entraram no museu “por uma janela”, explicou o subdelegado do governo espanhol em Alicante, Manuel Pineda.
“Eles levaram grande parte do tesouro, deixando apenas algumas peças”, confirmou o prefeito de Villena, Fulgencio Cerdán, a repórteres.

“Estamos absolutamente devastados, estou até tremendo. Para nós, de Villena, isso é de partir o coração; faz parte da nossa herança, da nossa riqueza”, disse Fulgencio Cerdán, prefeito de Villena
O Tesouro de Villena, exposto no pequeno museu desta cidade na província de Alicante, na região de Valência, é uma coleção de cerca de 50 peças, principalmente de ouro, mas também de prata e ferro, que datam de cerca do ano 1000 a.C.
A coleção inclui 29 braceletes, 11 tigelas, três garrafas e outras peças diversas. O valor histórico das peças é incalculável, mas só o ouro vale aproximadamente 1,7 milhão de euros (R$ 10,2 milhões), segundo o prefeito.
Em comunicado o museu informou que:
“Segundo pesquisas especializadas, é a mais importante coleção de utensílios de mesa de ouro da Idade do Bronze, junto com os tesouros dos túmulos reais de Micenas, na Grécia”.
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- Matéria do jornal Estadão – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Museu de Villena
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