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Ação da Justiça

Justiça anula fiança e manda prender motorista que atropelou mãe e filha em Vila Velha

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A polícia indiciou Wenderson pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, ambos com dolo eventual

O juiz da 7ª Vara Criminal de Vila Velha anulou a fiança e determinou a prisão em flagrante do motorista Wenderson Fagundes Melo, de 20 anos, que furou o sinal vermelho e atropelou a menina Laura Beatriz e a mãe Mara Núbia, em uma faixa de pedestres na Glória, em Vila Velha, na noite de quarta-feira (21). Ele não prestou socorro às vítimas. A criança morreu na última sexta (23).

A decisão foi tomada após requerimento do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que pedia a anulação da fiança de R$ 1,5 mil paga pelo motorista, que se apresentou à delegacia uma hora após o atropelamento.  

Na ocasião, Wenderson foi autuado em flagrante por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e por não prestar socorro. 

Laura morreu na tarde de sexta. Na ocasião, o governador Renato Casagrande (PSB) informou que a polícia havia pedido a prisão preventiva do motorista, o que foi acatado nesta segunda-feira. 

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Após a morte de Laura, a polícia indiciou Wenderson pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, ambos com dolo eventual. 

A mãe da menina chegou a receber alta do hospital ainda na sexta-feira, mas precisou retornar para uma unidade após receber notícias sobre o estado de saúde da filha.

Na manhã desta segunda-feira (26), uma perícia foi realizada no local para cálculo de velocidade do veículo. Os resultados serão anexados ao inquérito policial que apura o caso.

De acordo com o MPES, o procedimento de prisão em flagrante deve ser continuado, com o encaminhamento de Wenderson à audiência de custódia, na qual será analisada a conversão da prisão em flagrante para preventiva. 

Veja o posicionamento do MPES na íntegra:

“O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do 9º Promotor de Justiça Criminal de Vila Velha, requereu que fosse anulada a decisão que concedeu fiança ao motorista que furou o semáforo vermelho e atropelou, na faixa de pedestres, uma mulher que atravessava a rua com a filha no colo, no Bairro da Glória, na noite de quarta-feira (21/08), no município.
A Justiça deferiu o pedido ministerial e, em consequência, determinou à autoridade policial que prossiga no procedimento da prisão em flagrante, com o encaminhamento do investigado à audiência de custódia, na qual será analisada a conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Para o Ministério Público, na manifestação feita à Justiça, ficaram configuradas razões para a prisão preventiva ser decretada, para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal”.

Na última semana, Wenderson gravou um vídeo pedindo desculpas para os familiares das vítimas.

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* Fonte: Folha Vitória – Guilherme Lage

* Foto: Montagem / Folha Vitória

 

 

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“Virou tudo cinza”: incêndio em apartamento de Jardim Camburi deixa aposentado sem nada

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Chamas e fumaça acabaram com o imóvel onde o aposentado Deilson Beltrame vivia há mais de quatro décadas

Por Laura Mel* / Vitória – ES

Depois de mais de quatro décadas vivendo no mesmo endereço, o aposentado Deilson Beltrame agora tenta recomeçar do zero. O apartamento onde morava, em Jardim Camburi, Vitória, foi destruído por um incêndio, na noite desta quarta-feira (15).

O morador contou que perdeu tudo, incluindo móveis, roupas e pertences do neto e da filha que moravam com ele, mas que não estavam em casa quando o fogo começou.

“Começou em cima do colchão, em um carregador de celular. Eu esqueci ele conectado à tomada. Estava sem o celular, mas estava conectado. Aí não sobrou nada”, disse Deilson Beltrame.

Além dos prejuízos materiais, ele também perdeu objetos pessoais que guardava da esposa, que morreu há um ano.

Apartamento não tinha seguro

Sem seguro para cobrir os danos internos, o morador terá que arcar sozinho com os custos da reconstrução. Deilson optou por não acionar a perícia do Corpo de Bombeiros para formalizar a causa do incêndio.

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Segundo ele, a decisão foi tomada diante da burocracia exigida para tentar acionar o seguro do condomínio, que não cobre danos internos ao imóvel. “Se eu for fazer por seguro, é uma amolação tremenda. São três orçamentos para cada tipo de trabalho”, afirmou.

De acordo com Deilson, a cobertura disponível no prédio se restringe a áreas comuns e não contempla perdas dentro dos apartamentos, o que o deixa responsável por todos os custos da reforma. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil.

“Eu vou ter que trocar o piso todo, reformar o teto, que caiu. Acabou ventilador, ar-condicionado, cama, colchão, guarda-roupa… virou tudo cinza”.

Na noite do incêndio, o aposentado foi acolhido por vizinhos. A filha e o neto também precisaram buscar abrigo em casas de conhecidos. Apesar da destruição, ele destaca que conseguiu sair a tempo com a cachorrinha de estimação.

Incêndio destruiu quartos e danificou restante do imóvel

O incêndio atingiu o apartamento que fica no terceiro andar de um condomínio e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Imagens registradas no momento mostram uma grande quantidade de fogo e fumaça preta saindo pela janela. A rua precisou ser interditada durante o atendimento da ocorrência.

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De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e destruiu quase todo o imóvel. Apenas a cozinha não foi atingida diretamente pelas chamas, mas ficou comprometida pela fumaça. O teto sofreu danos, com queda de gesso e reboco.

Como ajudar

Sem chave Pix, Deilson disponibilizou um telefone para quem quiser e puder contribuir com doações ou qualquer tipo de ajuda: (27) 99957-0202.

 A família precisa de móveis, roupas e apoio para a reconstrução do imóvel.

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  • Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record, 
  • Foto Destaque; Crédito – TV Vitória / Record
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