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Apolinho, Antero Greco e Silvio Luiz: ícones do jornalismo esportivo

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Silvio Luiz e Antero Greco faleceram em São Paulo, com apenas horas de diferença. Já Washington Rodrigues, o Apolinho, morreu na quarta-feira, no Rio.

“Chocolate”, “Milton Caraglio”, “Pelo amor dos meus filhinhos”… São só algum dos momentos marcantes dos três ícones ao longo da história no jornalismo esportivo. E quis o destino que eles nos deixassem praticamente no mesmo dia. Hoje damos adeus a Silvio Luiz, voz que marcou gerações com suas narrações, e a Antero Greco, uma das nossas maiores inspirações no telejornalismo. Na noite de quarta-feira, durante o jogo do Flamengo, Apolinho, ícone do rádio, também nos deixou. O Esporte News Mundo e Pauta1 prestam homenagem a estes grandes profissionais, que marcaram a televisão e o rádio do Brasil.

O trio marcou época na comunicação esportiva brasileira. Além da notável competência, que fez com que fossem reconhecidos e atuassem por tantos anos, os jornalistas caíram no gosto popular por utilizarem uma linguagem que o público se identificava.

“Feliz como pinto no lixo”, Apolinho, e Silvio Luiz, que sempre estava de “olho no lance”, eram grandes criadores de expressões e bordões, que até hoje são reproduzidos pelos amantes de esportes, enquanto Antero Greco, sempre humorístico, formou uma das mais divertidas duplas da televisão brasileira ao lado de Paulo Soares, o Amigão.

Sem dúvida nenhuma, Apolinho, Antero Greco e Silvio Luiz estão marcados para sempre no jornalismo esportivo brasileiro e nos corações dos amantes de esportes pelo profissionalismo, criatividade, longevidade, dentre tantas outras qualidades que os acompanharam em todos esses anos.

Washington Rodrigues, o Apolinho

Criativo, Washington Rodrigues também era conhecido pela criação de expressões como “Geraldinos e Arquibaldos”, “Pau com formiga”, “Pinto no lixo”, “Briga de cachorro grande”, entre outras.

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Apolinho era conhecido pela imparcialidade, o que o fez ser aceito pelas torcidas dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro. Reconhecido na profissão, ganhou todos os prêmios existentes em homenagem a um jornalista esportivo.

Apesar de sua imparcialidade em suas análises no rádio, ele era torcedor declarado do Flamengo, onde foi técnico, em 1995, sendo o maior desafio de sua carreira.

Natural do Rio de Janeiro, do bairro do Engenho Novo, Washington Rodrigues é um dos jornalistas esportivos mais conhecidos do Brasil. A carreira de Apolinho começou em 1962, na Rádio Guanabara, atual Rádio Bandeirantes, no programa “Beque Parado”, onde o tema era futsal. O jornalista passou por todas as grandes emissoras de rádio e TV da cidade.

Antero Greco

Antero fazia parte da equipe da ESPN Brasil, onde marcou época. Ao lado Paulo Soares, a quem chamava de “Paulo Amigão”, formava uma dupla entrosada e divertida à frente do programa “SportsCenter”, nos fins de noite.

Antero Greco está internado em quadro "estável e delicado"

Os dois, querendo ou não, sempre caiam no duplo sentido das palavras. Um exemplo disso foi ao noticiar Milton Caraglio, como novo reforço do São Paulo. Moreno Longo e Rolão Preto também entraram nessa brincadeira.

Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Antero Greco iniciou a carreira no início dos anos 70, no Estadão, onde foi editor de Esportes. Na mesma função e também como colunista, trabalhou no Diário Popular. Já no princípio da década de 90, foi comentarista na Rede Bandeirantes.

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Silvio Luiz

Foi, foi, foi, foi ele, o craque dos bordões… Silvio Luiz, ou legendador de imagens, como ele se referia, nasceu em 1934, em São Paulo. Ele trabalhou nas principais competições esportivas, como Copa do Mundo e Olimpíadas.

Após internação, Silvio Luiz está intubado e em coma induzido

O narrador não gritava gol, pois segundo ele, queria sair do óbvio. O jornalista é um dos maiores criadores de bordões do país, como “Olho no lance”; “Pelo amor dos meus filhinhos”; “No pau”; “Pelas barbas do profeta”; “Mandar no meio do pagode”; “Queimou o filme”; “Foi, foi, foi, foi ele, o craque da camisa número…”; “Balançou o capim no fundo do gol”; “No meio da caneta dele”; “O que é que só você viu?”, dentre outros.

Antes de se firmar como um dos principais narradores do país, Silvio foi árbitro de futebol entre o fim dos anos 1960 e início da década de 1970.  Como jornalista, foi diretor de programação da Rede Record, além de ter trabalhado em emissoras como as rádios Bandeirantes, Record, TV Excelsior, SBT, TV Paulista, entre outras.

Além da consolidada carreira, o jornalista participou das novelas Éramos Seis e Cela da Morte como ator, ao lado da irmã Verinha Dercy, que era atriz.

Silvio Luiz se candidatou duas vezes à presidência da Federação Paulista de Futebol.Em 1982, teve apenas quatro votos, perdendo para José Maria Marin e Nabi Abi Chedid. Já em 1985, subiu o número de votos para oito, mas ainda não conseguiu ser eleito.

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* Informações do IG Mail

* Fotos: Divulgação / Reprodução / ESPN / Record

 

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“Virou tudo cinza”: incêndio em apartamento de Jardim Camburi deixa aposentado sem nada

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Chamas e fumaça acabaram com o imóvel onde o aposentado Deilson Beltrame vivia há mais de quatro décadas

Por Laura Mel* / Vitória – ES

Depois de mais de quatro décadas vivendo no mesmo endereço, o aposentado Deilson Beltrame agora tenta recomeçar do zero. O apartamento onde morava, em Jardim Camburi, Vitória, foi destruído por um incêndio, na noite desta quarta-feira (15).

O morador contou que perdeu tudo, incluindo móveis, roupas e pertences do neto e da filha que moravam com ele, mas que não estavam em casa quando o fogo começou.

“Começou em cima do colchão, em um carregador de celular. Eu esqueci ele conectado à tomada. Estava sem o celular, mas estava conectado. Aí não sobrou nada”, disse Deilson Beltrame.

Além dos prejuízos materiais, ele também perdeu objetos pessoais que guardava da esposa, que morreu há um ano.

Apartamento não tinha seguro

Sem seguro para cobrir os danos internos, o morador terá que arcar sozinho com os custos da reconstrução. Deilson optou por não acionar a perícia do Corpo de Bombeiros para formalizar a causa do incêndio.

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Segundo ele, a decisão foi tomada diante da burocracia exigida para tentar acionar o seguro do condomínio, que não cobre danos internos ao imóvel. “Se eu for fazer por seguro, é uma amolação tremenda. São três orçamentos para cada tipo de trabalho”, afirmou.

De acordo com Deilson, a cobertura disponível no prédio se restringe a áreas comuns e não contempla perdas dentro dos apartamentos, o que o deixa responsável por todos os custos da reforma. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil.

“Eu vou ter que trocar o piso todo, reformar o teto, que caiu. Acabou ventilador, ar-condicionado, cama, colchão, guarda-roupa… virou tudo cinza”.

Na noite do incêndio, o aposentado foi acolhido por vizinhos. A filha e o neto também precisaram buscar abrigo em casas de conhecidos. Apesar da destruição, ele destaca que conseguiu sair a tempo com a cachorrinha de estimação.

Incêndio destruiu quartos e danificou restante do imóvel

O incêndio atingiu o apartamento que fica no terceiro andar de um condomínio e mobilizou o Corpo de Bombeiros. Imagens registradas no momento mostram uma grande quantidade de fogo e fumaça preta saindo pela janela. A rua precisou ser interditada durante o atendimento da ocorrência.

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De acordo com os bombeiros, o fogo se espalhou rapidamente e destruiu quase todo o imóvel. Apenas a cozinha não foi atingida diretamente pelas chamas, mas ficou comprometida pela fumaça. O teto sofreu danos, com queda de gesso e reboco.

Como ajudar

Sem chave Pix, Deilson disponibilizou um telefone para quem quiser e puder contribuir com doações ou qualquer tipo de ajuda: (27) 99957-0202.

 A família precisa de móveis, roupas e apoio para a reconstrução do imóvel.

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  • Folha Vitória – Conteúdo / Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record, 
  • Foto Destaque; Crédito – TV Vitória / Record
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