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Carnaval Capixaba

Carnaval de Vitória: sucesso de público, estrutura, renda e organização

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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Vitória – ES

A Prefeitura de Vitória realizou o maior Carnaval da história da capital! Foram quase 500 mil pessoas participando da folia no Centro, que contou com 11 blocos de rua no Centro e com o Circuito da Folia. Novidade em 2024, o Circuito da Folia arrastou milhares de foliões até o Sambão do Povo, onde a Prefeitura ofereceu shows gratuitos que animaram a multidão.

Para garantir a segurança dos foliões, foi montado um posto de comando na região, que contou com presença constante de agentes da Guarda Municipal e outras forças de segurança para a tomada de decisões.

A Guarda Civil Municipal de Vitória contou com cerca de 380 agentes distribuídos estrategicamente na cidade para realizar as rondas de forma alinhada com a Polícia Militar.

Limpeza e estrutura

Para dar suporte aos foliões, seis pontos de hidratação foram disponibilizados além de dois caminhões-pipa para aliviar o calor. A PMV ainda preparou um grande esquema de limpeza durante os blocos.

Todos os dias teve o bloco da limpeza e hoje a cidade já estava em plena normalidade, fruto de uma ação planejada pela Central de Serviços. Foram 150 profissionais de limpeza atuando diariamente no Centro.

Foram recolhidas 119 toneladas de lixo e instaladas 700 papeleiras e 50 contentores de 1.000 litros ao longo do percurso da Beira-Mar e no Centro para que o público fizesse o descarte correto de seus resíduos.

Também foram disponibilizados mais de 500 banheiros químicos, femininos e masculinos, e 50 mictórios.

Meio Ambiente

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam) atuou com duas embarcações ao longo da extensão do trajeto dos blocos, as embarcações Moreia e Lameirão, para evitar o lançamento inadequado de resíduos na Baía de Vitória.

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Caixas de som

A Prefeitura de Vitória também realizou a maior apreensão de aparelhos de som já registrada na história da capital do Espírito Santo. Entre os dias 10 (sábado) e 13 (terça-feira), foram recolhidos 67 aparelhos de som exclusivamente no Centro.

Geração de renda

O Carnaval gerou renda e oportunidades para dezenas de ambulantes, devidamente capacitados no curso “Atendimento e Boas Práticas de Higiene”.

O carnaval contou com 276 ambulantes nas praças Getúlio Vargas, Pio XII e Costa Pereira e entorno.

Fiscalização

A equipe de fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec) abordou e orientou mais de 270 ambulantes nas praças Getúlio Vargas, Pio XII, Costa Pereira e entorno, nos dias de Carnaval.

As abordagens orientativas da equipe buscavam garantir um melhor posicionamento dos ambulantes, de forma a permitir o acesso dos pedestres, ciclistas e veículos, bem como preservar a entrada dos edifícios e as rampas de acessibilidade.

Além dos ambulantes posicionados nessas praças e entorno, a equipe de fiscalização abordou outras centenas de ambulantes que acompanharam os blocos, seguindo os trios elétricos, inclusive durante o trajeto do Circuito da Folia, totalizando mais de 500 ambulantes trabalhando no Carnaval de Vitória.

A equipe de fiscalização se posicionou ainda na região da Rua 7, da Rua Gama Rosa e da Praça Ubaldo Ramalhete, procurando evitar que os ambulantes permanecessem nesses locais.

Circuito da Folia

A atuação da equipe se deu, no Centro, em todos os dias do Carnaval das 7 horas até meia-noite.

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O Sambão do Povo também contou com uma equipe de fiscalização para organizar e orientar o comércio ambulante, das 17 horas até 1 hora.

Em virtude do Carnaval ser um evento realizado em espaço aberto, os ambulantes não foram cadastrados, mas sim organizados por ordem de chegada, com prioridade para aqueles que fizeram o curso de “Atendimento e boas práticas de higiene, realizado em parceria com o Senac”.

Rotativo

As vagas de estacionamento rotativo no Centro foram liberadas e não houve cobranças nos dias 10, 11, 12 e 13, o que deu maior conforto às pessoas que foram curtir os dias de folia.

Hotelaria

O Carnaval registrou um crescimento, em média, de 5%. A hotelaria estava esperando uma queda devido ao forte crescimento do Carnaval em outros destinos, principalmente os emissores, como São Paulo e Belo Horizonte.

Bares

Neste Carnaval houve um aumento de cerca de 10% no faturamento bruto do setor em relação ao mesmo período do ano passado.

Saúde

Durante os três dias de Carnaval no Centro, as equipes de saúde realizaram 14 atendimentos médicos e 10 remoções de ambulância.

Além disso, as equipes realizaram ações de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis e campanha educativa de Vigilância Sanitária.

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* Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória – Matheus Thebaldi

* Fotos: Marcos Salles – Pedro Dutra ( PMV)

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Pela primeira vez em 47 anos, Festa da Polenta é cancelada em Venda Nova do Imigrante

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O anúncio foi feito pela Associação Festa da Polenta (Afepol), responsável pela organização do evento

Por Maria Clara Leitão*

Pela primeira vez desde a criação, em 1979, a tradicional Festa da Polenta foi cancelada em Venda Nova do Imigrante. O anúncio foi feito pela Associação Festa da Polenta (Afepol), responsável da organização do evento, que é considerado um dos maiores símbolos da cultura italiana no Espírito Santo.

A Festa da Polenta é realizada todos os anos no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman, o “Polentão”. No entanto, o local passa por obras de infraestrutura, atualmente, e, por este motivo, o evento deste ano precisou ser cancelado.

Segundo o presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol),Tarcísio Caliman, apesar da obra principal estar em andamento sem atrasos, a estrutura necessária para a realização da festa vai além da nova cobertura do espaço.

“É uma obra grandiosa e não há atrasos, mas tem toda uma infraestrutura que precisa ser preparada para oferecer ao turista uma festa como sempre fizemos. É uma festa grande, que envolve muita gente. Ela tem a alma do vendanovense. Então, oferecer algo que não estivesse à altura da festa, a gente preferiu não fazer neste ano”. Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol)

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Mesmo com previsão de conclusão da estrutura principal até agosto, a Afepol avaliou que o local não teria condições adequadas para receber o público com segurança e conforto durante os dois fins de semana previstos para outubro.

Além disso, também foi ressaltado que a decisão não partiu apenas da diretoria da associação, mas também do conselho formado por dezenas de integrantes da comunidade.

“No ano passado foram quase 1.800 voluntários. Temos 85 coordenadores de equipes que fazem a festa acontecer. Achamos melhor cancelar neste ano para, no próximo, inaugurar o Polentão da maneira que ele merece, com muita grandiosidade”. Pontuou Tarcísio Caliman.

Cancelamento deve afetar setores de Venda Nova

Será a primeira vez, desde a criação da Festa da Polenta, que o evento não será realizado presencialmente. Nem mesmo na pandemia de Covid-19 a tradição foi interrompida, já que, em 2020 e 2021, a programação aconteceu em formatos adaptados.

O cancelamento também deve impactar hotéis, restaurantes, comércio e o setor turístico da cidade serrana. Apesar disso, Tarcísio acredita que o momento também pode servir para mobilizar ainda mais a população e os empresários locais em torno da festa.

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“A Festa da Polenta não pertence só à diretoria ou aos voluntários. Ela pertence ao comércio, à hotelaria, ao turismo e a toda a cidade. Todo mundo sente quando ela não acontece”, disse Tarcísio Caliman, presidente da Associação Festa da Polenta (Afepol)

O presidente garantiu que a expectativa é realizar uma edição ainda maior no ano de 2027. “Vamos trabalhar com muito carinho para que a próxima edição seja uma festa à altura de Venda Nova e dos turistas que vêm participar conosco”, disse Caliman.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
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