Memórias de uma Cidade
Memórias: projeto “Bento Ferreira conta a sua história” preserva o passado de bairro da capital
CIDADES
Por Pedro Vargas*
O bairro de Bento Ferreira, localizado em Vitória, será o protagonista de um importante projeto cultural que visa resgatar e divulgar a história local. No próximo dia 26, será lançado o projeto “Bento Ferreira conta a sua História: catálogo seletivo de fontes documentais”, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Vitória (Semc) por meio do Projeto Cultural Rubem Braga.
O lançamento ocorrerá na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Adilson Silva Castro, no bairro Monte Belo, em duas sessões: às 14 e às 15 horas.

Construção da Prefeitura de Vitória / Foto: Divulgação – PMV
O projeto “Bento Ferreira conta a sua História” tem como objetivo pesquisar, catalogar, digitalizar e promover o acesso a documentos históricos, fotos, mapas e notícias de jornais sobre o local e suas áreas vizinhas, como os bairros Ilha de Monte Belo, Ilha de Santa Maria e Jesus de Nazareth. A iniciativa busca proporcionar à comunidade um novo olhar sobre as transformações sociais e urbanísticas dessa região histórica de Vitória ainda pouco conhecida por grande parte da população local.
O acervo digitalizado está disponível desde o início do mês de março, por meio do blog Penedo Cultura Capixaba, e conta com 195 notícias de jornais, 154 fotos, 12 mapas e sete documentos históricos.
Todo material está sob custódia de instituições municipais e estaduais, como o Arquivo Público Municipal de Vitória, Arquivo Público do Estado do Espírito Santo e Instituto Jones dos Santos Neves, tendo sido gerado em decorrência das atividades administrativas e políticas dos poderes estaduais e municipais.
O projeto prevê a distribuição de 30 pen drives com o conteúdo para escolas, arquivos, bibliotecas, institutos de pesquisa e para a Secretaria Municipal de Cultura de Vitória.
Relevância
O trabalho visa preservar e divulgar a memória histórica de Bento Ferreira, um bairro com rica história que passou por diversas transformações urbanísticas e sociais ao longo dos anos. O conteúdo digitalizado servirá como um guia para pesquisas acadêmicas, principalmente para geógrafos, arquitetos urbanistas, historiadores e cientistas sociais, além de colaborar para a construção da memória coletiva e afetiva dos moradores da região.
Tiago de Matos Alves, historiador e um dos responsáveis pelo projeto, se diz orgulhoso e grato com o trabalho: “Colaborar no processo de conhecimento da história e das transformações urbanas e sociais da cidade e do Espírito Santo é um papel que exerço com muita satisfação e humildade. Somos eternos aprendizes”, declarou.
Além de Tiago, também participam do projeto o arquivista e historiador Michel Caldeira de Souza e o designer gráfico, Alexandre Matias.
O trabalho será amplamente divulgado em redes sociais, como Facebook e Instagram, e em grupos de WhatsApp de comunidades relacionadas à história de Vitória e do Espírito Santo.
Serviço
Lançamento do projeto “Bento Ferreira conta a sua História: catálogo seletivo de fontes documentais”
Quando: dia 26 de março às 14 horas.
Onde: Emef Adilson Silva Castro – Rua João Vieira, 50, Monte Belo, Vitória/ES
Público-alvo: recomendado para maiores de 10 anos.
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* Prefeitura Municipal de Vitória – Conteúdo
* Fotos: Divulgação / PMV
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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