Violência no Rio de Janeiro
Megaoperação contra Comando Vermelho tem intenso tiroteio nos complexos da Penha e Alemão
SEGURANÇA
Segundo moradores, o clima é de tensão nas comunidades. Ao todo, 2.500 policiais civis e militares atuam na região
Por Ana Fernanda Freire* – Rio de Janeiro / RJ
As Forças de Segurança do Rio realizam uma operação nos complexos do Alemão e Penha, na manhã desta terça-feira (28), com objetivo de prender lideranças criminosas do Rio e de outros estados, além de combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV). Na ação, há intenso tiroteio e barricadas em chamas.

Preso na megaoperação na Penha e Alemão chegando à Cidade da Polícia / Foto: Érica Martins – Agência O DIA
No geral, 2.500 policiais civis e militares atuam nas localidades, que abrigam 26 comunidades, para cumprir 100 mandados de prisão e 150 busca e apreensão. Em entrevista ao “Bom dia Rio”, da TV Globo, o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, informou que desse número, 30 são mandados para criminosos do Pará.
Logo na entrada dos agentes, dois homens acabaram presos na Rua Uranos. Ao todo, 23 bandidos já foram detidos. Dentre eles, o operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso, considerado um dos chefes do CV que comanda o Complexo da Penha. Além disso, agentes também apreenderam 10 fuzis.
Ainda na ação, um policial militar do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) acabou baleado. De acordo com o comando da unidade, o agente ficou ferido durante uma troca de tiros. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Central da Corporação, no bairro do Estácio, mas não corre risco de morte.
Outras duas pessoas, uma mulher que estava na academia, e um homem em situação de rua foram vítimas de bala perdida. Eles estão sendo atendidos no Hospital Estadual Getúlio Vargas. Até o momento, não há atualizações sobre o estado de saúde deles.
Em represália à atuação das polícias, criminosos utilizaram drones para lançar bombas no Complexo da Penha.
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* Jornal o Dia – Conteúdo
* Foto/Destaque: Crédito – Érica Martins / Agência O Dia
SEGURANÇA
Polícia do Senado apura suposto plano de atentado de Deolane contra Flávio Bolsonaro
Boletim de ocorrência foi registrado após declarações do funkeiro MC Misa em transmissão no TikTok e YouTube envolvendo a influenciadora
A Polícia Legislativa do Senado Federal abriu apuração preliminar para investigar uma suposta ameaça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso veio à tona após declarações feitas pelo funkeiro MC Misa durante uma transmissão ao vivo exibida nas plataformas TikTok e YouTube.
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o artista afirmou que a influenciadora digital Deolane Bezerra estaria envolvida em um suposto plano de atentado contra o parlamentar. As falas ocorreram durante entrevista ao canal “Frank Clips”, comandado por um influenciador que se apresenta nas redes como “ex-PCC” e que costuma comentar assuntos ligados ao crime organizado.
No trecho anexado ao pedido de investigação, MC Misa faz referência direta ao senador. “Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora pro filho do Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo”, afirmou.
Durante a transmissão, o entrevistador pediu mais detalhes sobre a declaração e ressaltou que a responsabilidade pelas acusações era exclusivamente do entrevistado, não representando a posição do canal.
Na sequência, MC Misa declarou que o suposto atentado teria motivação política relacionada a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro em uma futura disputa presidencial. “O que eu falo é que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É político. Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e ela faz acontecer. Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro”, disse.
O boletim de ocorrência foi registrado na última quarta-feira (27) pela Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado. O documento foi protocolado pelo policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca, com base em informações produzidas pelo setor de inteligência da Polícia do Senado Federal.
No pedido, a corporação solicita uma “verificação preliminar da procedência de informações” divulgadas nos vídeos anexados ao processo. Caso sejam identificados indícios consistentes, poderá ser instaurado um inquérito para aprofundar as investigações.
A repercussão ocorre poucos dias após a prisão de Deolane Bezerra em uma operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A influenciadora, que reúne mais de 21 milhões de seguidores no Instagram, é investigada por suposta ligação com integrantes da facção criminosa PCC, incluindo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da organização criminosa.
Deolane nega envolvimento com atividades ilícitas e contesta as acusações.
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- Informações de Cartas de Notícias – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução
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