Polícia Federal em Ação
Operação da PF descobre desvio de R$ 50 milhões do Fundeb no Maranhão
POLÌCIA
Nas investigações já existem o nome de vários suspeitos; na foto de capa alguns deles
Por Thomaz Coelho – CNN Brasil
A PF (Polícia Federal) cumpriu, nesta terça-feira (19), 45 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participação em um esquema que teria desviado mais de R$ 50 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), entre 2021 e 2025.
A ação, chamada Operação Lei do Retorno, ocorreu em municípios do Maranhão e em Teresina, capital do Piauí. Entre os investigados estão:
Fábio Gentil, ex-prefeito de Caxias (MA);
Luciana Borges Leocádio (MDB), prefeita de Buriti Bravo (MA);
Daniella (PSB), deputada estadual do Maranhão;
Além de ex-secretários do município de Caxias.
Fábio Gentil e a deputada estadual Daniella tiveram bens apreendidos durante a operação. A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão na residência da prefeita Luciana Leocádio.
Os mandados atingem pessoas físicas, jurídicas e servidores públicos em Caxias, São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra e Joselândia, no Maranhão, além de Teresina, no Piauí.
O que já foi apreendido
A PF apreendeu carros, joias, R$ 54 mil em espécie e um cheque de R$ 300 mil. Segundo as investigações, parte dos valores contratados com recursos do Fundeb era devolvida para servidores públicos envolvidos no esquema.
“O núcleo investigado atuou na manipulação de procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos provenientes do fundo de educação e apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores públicos envolvidos no esquema criminoso”, aponta o inquérito.
Os crimes apurados neste momento incluem, dentre outros, a formação de organização criminosa, corrupção ativa e/ou passiva, peculato, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, cujas penas, se somadas, podem chegar até 52 anos de prisão.
O que dizem os citados
Fábio Gentil afirmou que não há nada que desabone sua conduta, destacou que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas e disse confiar no trabalho das autoridades.
A deputada Daniella confirmou a operação em seu gabinete, negou qualquer irregularidade em sua atuação e disse estar com a “consciência tranquila”.
A prefeitura de Buriti Bravo, em nota, negou irregularidades e afirmou que materiais didáticos foram devidamente entregues e estão em uso.
A CNN tentou contato com a prefeita Luciana Leocádio.
O que diz o MEC
Em nota, o MEC afirmou que a “responsabilidade pela fiscalização do uso dos recursos do Fundeb é da CGU (Controladoria-Geral da União), dos órgãos de controle interno dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, bem como dos Tribunais de Contas competentes”.
O ministro da Educação, Camilo Santana, reiterou o papel da CGU e afirmou que o importante é “ter transparência do uso do recurso público e todas as medidas serem tomadas para evitar desvio de qualquer centavo que vá para a educação para as crianças e jovens desse país”. Já a CGU informou que “participou dos trabalhos prévios à operação policial que contribuíram para a deflagração da Operação Lei do Retorno”.
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* Com informações de Elijonas Mais e sob supervisão de Douglas Porto
* Foto/Destaque: Reprodução / CNN Brasil
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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