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Thiago Pavinatto se demite da Jovem Pan após se recusar a cumprir ordem da direção

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O apresentador chamou um desembargador de “tarado”, e não de vagabundo como parte da imprensa divulgou. O comentário foi feito no programa Linha de Frente desta terça-feira (22)

Após se recusar a fazer uma retratação ao vivo a um desembargador por uma decisão polêmica, Thiago Pavinatto, se demitiu da Jovem Pan, onde apresentava o programa Linha de Frente, sucesso de acessos e visibilidade no horário das 14 ás 16 horas.

O comentarista Rodolfo Mariz também foi desligado. Em nota, a justificativa para o desligamento foi que ambos “cometeram excessos em suas participações no programa Linha de Frente e recusaram a orientação de realizar, ao término do programa, uma responsável retratação”.

A parte da mídia “alinhada ao governo”, o acusou de ter chamado um desembargador de “vagabundo e tarado”, o que não é verdade. O que o apresentador disse foi que o desembargador era um tarado, por ter livrado da punição um septuagenário que molestou uma criança de 13 anos. Pela lei, qualquer tipo de abuso a menores de 13 anos, se configura estupro. Revoltado e explicando as normativas da lei, ele afirmou que estava certo em não se retratar com o desembargador, conforme pediu a emissora, que também sofre ataque para ter suspensa a sua concessão.

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Thiago Pavinatto virou sucesso de público e de reconhecimento pela sua atuação e conhecimento do Direito e tem sido crítico de ações governamentais que julga equivocadas.

Quem é Pavinatto

Além de ser professor, doutor e mestre pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo do Largo São Francisco (USP), ele também já colaborou como colunista do jornal Estado de S. Paulo.

No mundo do audiovisual, Pavinatto é parte do elenco da série Investigação Criminal: Crimes Perversos, exibida no AXN Brasil e disponível na Amazon Prime. No Instagram, tem um milhão de seguidores. Foi na rede social que se declarou gay e de direita.

Pavinatto é autor de A condição do fanático religioso (2019) e coautor de Direito eleitoral contemporâneo (2018), entre outros títulos. Além disso, ministra cursos e palestras no Instituto Roccasecca, onde também atua como diretor-fundador. Em 2006, ele fundou o Diversidade Tucana, marcando a criação do primeiro diretório político-partidário LGBT+ do país.

Na arena política, ele buscou uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo em 2020 pelo partido Patriota, conquistando 3.298 votos e ficando na posição de suplente. Ele foi membro do Movimento Brasil Livre (MBL.). Pavinatto manifestou, em uma publicação no Twitter, sua intenção de votar em Lula na eleição de 2022, ressaltando suas ressalvas pessoais e políticas em relação ao presidente.

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* Com informações de agência / Foto: Reprodução

 

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“Chefão” da GloboNews deixa a emissora por causa do PowerPoint do Master

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Rio de Janeiro – RJ

A crise de credibilidade que abalou as estruturas da GloboNews recentemente acaba de cobrar o seu preço mais alto no andar de cima. Carlos Jardim, o “todo-poderoso” que chefiava a redação do canal de notícias há 13 anos, teve sua saída oficializada nesta sexta-feira (8). O estopim para a queda do executivo foi o vexame de contornos revoltantes protagonizado pelo programa Estúdio i, que levou ao ar um PowerPoint com informações grosseiramente erradas, ferindo os princípios básicos do jornalismo e colocando a emissora em uma posição indefensável. A peça era um claro ataque injustificado ao governo federal, ao presidente Lula e ao PT.

O anúncio foi feito por Ricardo Villela, diretor-geral de Jornalismo da Globo, por meio de um extenso comunicado interno. Embora o texto tente dar um tom de “ciclo encerrado”, o cronograma não deixa dúvidas: Jardim sinalizou seu desejo de sair em março, exatamente no auge da repercussão negativa do episódio que muitos profissionais da casa classificaram como uma “manobra vergonhosa” e um “atentado à apuração”.

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O PowerPoint polêmico

O episódio que selou o destino de Jardim ocorreu quando o canal exibiu uma série de gráficos e informações via PowerPoint que continham dados falsos e “erros de apuração” que viralizaram negativamente nas redes sociais. Neles, a emissora colocava o escândalo do Banco Master “na conta” do atual governo federal, do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, quando notoriamente o colossal caso de fraudes está totalmente atrelado à extrema direita bolsonarista e ao Centrão. Na ocasião, a GloboNews foi acusada de abandonar o rigor jornalístico para sustentar narrativas frágeis, o que gerou uma crise institucional sem precedentes.

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Como número dois na hierarquia da GloboNews, abaixo apenas do diretor-geral Miguel Athayde, Jardim era o responsável direto pelo que ia ao ar. A exposição de um conteúdo “totalmente falso”, como descreveram críticos e telespectadores, minou sua sustentação no cargo.

A “aposentadoria” e a sucessão

Com 41 anos de carreira e passagens por cargos de destaque desde 1997, incluindo a criação do programa Encontro com Fátima Bernardes, Carlos Jardim agora diz que vai trocar as notícias pelas artes. O jornalista pretende se dedicar ao teatro e ao cinema; ele já possui uma peça autoral em cartaz no Rio de Janeiro.

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Para o seu lugar, a Globo já definiu um nome da casa: Denise Lacerda assumirá o comando da Redação a partir de junho. Atualmente coordenadora do canal em Brasília, Denise tem um currículo sólido, com passagens pelo Jornal NacionalJornal Hoje Bom Dia Brasil. Sua missão imediata será dupla: reconstruir a credibilidade da GloboNews perante o público e, principalmente, pacificar uma Redação que clamava por mudanças há mais de uma década.


*Matéria reproduzida do Uol – conteúdo

*Foto destaque: Reprodução | Redes Sociais

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