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MST em Ação

Justiça manda desocupar área da Suzano invadida pelo MST na Bahia

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BRASIL

Foram mobilizados 1.700 militantes para invadir as três áreas da empresa e uma quarta fazenda no município baiano de Jacobina

A justiça da Bahia determinou a reintegração de posse de uma fazenda da Suzano invadida na segunda-feira (27) por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Mucuri. 

Na primeira onda de invasões deflagrada no novo governo Lula, o MST ocupou três áreas da empresa e uma quarta fazenda de outro proprietário no sul do Estado. O juiz Renan Souza Moreira fixou multa de R$ 5 mil por dia aos sem-terra em caso de descumprimento e autoriza o uso de força policial para a desocupação, se necessário.

A decisão vale para a fazenda de cultivo de eucalipto localizada no município de Mucuri. As ações de reintegração de posse relativas às outras áreas da Suzano ocupadas nos municípios de Caravelas e Teixeira de Freitas ainda eram analisadas pela justiça estadual na manhã desta quinta-feira, 2.

Foram mobilizados 1.700 militantes para invadir as três áreas da empresa e uma quarta fazenda no município baiano de Jacobina.

 O proprietário da Fazenda Limoeiro entrou com ação de reintegração de posse, ainda não julgada. As invasões geraram forte reação de repúdio de entidades do agronegócio. 

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura divulgou uma nota condenando a ofensiva dos sem-terra e argumentando que as invasões podem alimentar a polarização ideológica.

 A entidade reúne centenas de representantes do setor, incluindo a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), além do Carrefour, banco Bradesco, BTG Pactual, entre outras empresas.

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Em entrevista, o presidente da Indústria Brasileira de Árvores e ex-governador Paulo Hartung afirmou que as invasões promovem “insegurança jurídica e afastam investidores”. Ele também criticou o silêncio do atual governo, que ainda não se manifestou sobre as ações.

Pressão

Segundo o MST, a decisão judicial referente à fazenda da Suzano em Mucuri será cumprida. De acordo com o dirigente nacional do movimento na Bahia, Evanildo Costa, as ações contra as fazendas da Suzano tiveram como objetivo obrigar a empresa a cumprir um acordo feito em 2011, com a participação de interlocutores dos governos estadual e federal.

 “A Veracel e a Fibria (outras empresas do setor de celulose) cumpriram o acordo. A Suzano deveria ter destinado área para assentar 650 famílias, mas só destinou para 250. Estamos negociando desde 2015 e a empresa vem enrolando, enquanto as famílias estão espremidas em acampamentos. Fizemos as ocupações como pressão para o cumprimento do acordo.”

Segundo o líder Sem Terra, os acordos resultaram de negociações iniciadas em 2007, quando a chegada das empresas de celulose na região gerou conflitos com os pequenos produtores que já atuavam na região.

 “Esse discurso de que houve trégua no governo Bolsonaro não é real. Só aqui na Bahia fizemos mais de 30 ocupações durante o governo dele. Não foram divulgadas porque ele queria manter o discurso de que domesticou o MST. As ocupações nunca pararam”, afirmou Costa.

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O que diz a Suzano

A Suzano disse, em nota, que não houve descumprimento, e que a invasão das propriedades com essa justificativa é ilegal, como já foi reconhecido pela justiça: “Este acordo assinado com a Suzano é um acordo entre Suzano, MST e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra, e não foi violado pela Suzano. A completa entrega das áreas pela Suzano depende de processos públicos que ainda não ocorreram ou foram implementados pelo Incra”.

No Espírito Santo

Outras áreas pertencentes à Suzano foram invadidas por grupos que “aparentemente” não têm ligação com o movimento Sem Terra. Várias ações aconteceram no município de Conceição da Barra, Norte capixaba. Os quilombolas que vivem na região pacificamente, volta e meia são assediados por um grupo do qual fazem parte de membros até policiais, mas não se sabe – pelo menos oficialmente – quem comanda e tem ascensão sobre os demais nessas ações ilícitas contra a empresa de celulose.

Existem parcerias entre a empresa com os quilombolas com ações sócio-econômicas e educativas, mas os invasores estão sempre tentando criar um clima de terror para prejudicar essa convivência pacífica com os produtores rurais quilombolas e a empresa.

  • Com informações de agências de notícias / Foto: Divulgação
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Criança é mordida por tubarão no Grande Recife

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Praia de Piedade é a que mais concentra ataques de tubarão na região, que é conhecida por ser um ponto de foco da espécie

Por Isac Mascarenhas*

O ataque de um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, feriu a perna e a mão esquerda de um garoto de 11 anos, na tarde deste domingo (31/5). De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), a criança foi socorrida ainda na areia e levada ao Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, onde está no centro cirúrgico. 

Até a publicação desta matéria, a unidade hospitalar informou que o garoto está sendo atendido por equipe multiprofissional, mas não relatou o estado de saúde dele.

O garoto tomava banho há poucos metros da orla quando foi mordido pelo tubarão às 13h40, horário em que outros banhistas acionaram os bombeiros. Três viaturas e oito militares foram necessários para atender a ocorrência.

Antes de ser encaminhada ao Hospital da Restauração, o garoto chegou a ser transportado pelo SAMU para o Hospital da Aeronáutica, à poucos quilômetros da praia. Vídeos que circulam na internet mostram a criança numa maca e tumulto entre as pessoas que acompanhavam. 

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Piedade é praia que mais concentra ataques de tubarão na Grande Recife, região conhecida por ser um ponto de foco da espécie — várias praias são fechadas para o banho ao mar, justamente pelo risco de incidentes.

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