Polícia
Médico é preso por assediar paciente
POLÌCIA
O caso aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Mateus. A polícia ainda constatou que o homem possuía outros quatro registros de denúncias de assédio sexual
O médico Djanilson Maziolle Chagas, de 60 anos, foi preso, na noite da última terça-feira (01), após ter sido acusado de assédio sexual por uma paciente em São Mateus, no Norte do Estado.
De acordo com informações da Polícia Civil do Espírito Santo (PC-ES), a prisão aconteceu em flagrante, poucas horas depois de o profissional ter investido contra uma jovem de 19 anos, no momento em que eles estavam no consultório, em uma UPA da cidade.
Na ocorrência, inicialmente registrada pela Polícia Militar, a jovem contou que havia passado mal durante a noite, e que, por isso, buscou atendimento na unidade hospitalar. No entanto, ao conseguir ser atendida, ela teria estranhado, já de início, o comportamento do médico, que além de fazer perguntas atípicas, a tocou de forma inapropriada no momento da consulta.
Em seguida, o homem ainda teria perguntado se ela não possuía imagens no celular para uma melhor avaliação do seu quadro clínico. Em outro ponto da conversa, o médico, conforme relatado pela jovem aos policiais, teria pedido que ela não comentasse sobre nada do que tinha acontecido na consulta ao perceber que o telefone dela estava tocando.
Reincidente
Logo após os relatos da jovem, os policiais foram até a UPA, abordaram o médico, que ainda estava no local. Durante a abordagem, foi constatado que o homem possuía outros quatro registros de denúncias de assédio sexual, sendo três deles em 2017 e uma no último dia 31 de outubro, referente a um caso ocorrido em Conceição da Barra.
O outro caso ocorrido em Conceição da Barra aconteceu dia 31 de outubro, quando uma pensionista de 59 anos disse que foi vítima do médico Djanilson Maziolle Chagas durante uma consulta no Hospital Municipal de Conceição da Barra.
De acordo com a pensionista, ela procurou atendimento no hospital após sentir dores do pé até a coxa, incluindo dores no fêmur e no calcanhar. Achando o procedimento do médico estranho, a paciente fez comentários com funcionárias daquele estabelecimento hospitalar, relatando o fato em que o profissional tocara em suas partes íntimas. A paciente procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. O médico negou qualquer ação além do procedimento médico normal.
De acordo com uma fonte ouvida pela reportagem, o médico pediatra, Djanilson Chagas respondeu por processo por abuso sexual no município de Nova Viçosa anos atrás. Naquela oportunidade foi absolvido, de acordo com informação da fonte.
Prisão
Após ser levado para a Delegacia Regional de São Mateus, o médico foi encaminhado para o sistema prisional. A PC-ES informou que o caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) do município.
Prefeituras se pronunciam sobre os dois casos
A Prefeitura de São Mateus, através da Secretaria Municipal de Saúde, lamentou o ocorrido e que vai esperar a conclusão da apuração dos fatos para tomar as medidas administrativas cabíveis. Informou ainda que o médico é contratado por uma empresa que presta serviço de plantão médico, e que atende o Consórcio Regional de Saúde.
Sobre o ocorrido em Conceição da Barra, o secretário de Saúde, Daniel Orestes Bissoli, disse que soube do fato e imediatamente fez contato com a empresa prestadora de serviço e solicitou a suspensão do médico Djanilson Maziolle Chagas, que era plantonista e clínico geral no hospital do município.
Segundo o secretário de Saúde barrense, o médico “não era funcionário efetivo da Secretaria, era apenas um prestador de serviço, que atuava no município a partir do Consórcio Intermunicipal de Saúde”. Ainda de acordo com Daniel Bissoli, “foi pedida a suspensão do médico dos atendimentos no município para que possa transcorrer normalmente essa fase de investigação e posteriormente deliberar acerca do que for necessário”, concluiu o secretário de Saúde.
CRM-ES se pronuncia
O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) que não existe denúncia contra o médico, mas que vai abrir sindicância para apurar o caso. Explicou que só pode abrir sindicância quando é formalizada uma denúncia ao órgão ou quando ganha publicidade virando conhecimento público.
O que diz o acusado
A defesa do médico Djanilson Maziolle Chagas não quis se pronunciar sem antes tomar conhecimento de todo o caso.
• Da Redação
• Fotos: Fanotícias
POLÌCIA
Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.
As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.
Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.
Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil
Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.
As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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- Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
- Foto destaque: Reprodução / AG
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